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MAPA destaca empenho do pecuarista brasileiro frente à febre aftosa

Profissional está alinhado às premissas básicas do PE PNEFA

Ao se pensar no mercado de proteína animal, o termo saudabilidade deve ser levado à risca. Isso ocorre, pois ação é a chave de entrada para os mais diversos e exigentes mercados importadores.  

Entre as pautas de atenção neste cenário, a febre aftosa ainda preocupa muitos dos possíveis interessados na carne bovina brasileira, por isso, o Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PE PNEFA) é tão importante. Ação, iniciada em 2017, com prazo final para 2026, tem como objetivo criar e manter condições sustentáveis.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o PE PNEFA visa garantir o status de país livre da doença e ampliar as zonas livres sem vacinação, “protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira”.

“Em 2021, os Estados pertencentes aos blocos que ainda vacinam (II, III e IV) seguem trabalhando e avançando na implantação das ações previstas no Plano”, explica a Pasta, referente ao desenrolar do atual ano.

Blocos de vacinação contra aftosa (Foto: equipe f&f)

E claro, tais passos não poderiam ser dados sem uns dos principais pilares de sustentação da agropecuária brasileira: o produtor pecuarista, profissional alinhado às premissas básicas da iniciativa para o planejamento e adoção de estratégias.  “O plano conta com diferentes equipes de gestão e fóruns de discussão, garantindo ampla participação dos produtores rurais na definição dos avanços previstos”, afirma o Ministério.

Entretanto, como em todo processo de mudança, “há resistências em partes da cadeia produtiva, mas é possível observar que predomina, de forma ampla, o desejo de evolução, com segurança, para a condição de livre de febre aftosa sem vacinação”.

Em uma avaliação inicial, o MAPA destaca que muitos pecuaristas, “ainda manifestam algum receio devido à experiência negativa observada no início da década 2000 em países da América do Sul, com registro de focos da doença – incluindo o Brasil – no momento que se iniciava a primeira experiência de evolução para a condição de livre de febre aftosa sem vacinação”. No entanto, “essa experiência negativa, contribuiu para a busca de uma evolução mais segura, condicionada ao atendimento e à adoção de medidas de estruturação e vigilância estabelecidas no Plano Estratégico”.

“Atualmente, à exceção da Venezuela, todos os países da América do Sul têm o reconhecimento internacional como livres de febre aftosa com ou sem vacinação. A presença do vírus está restrita à Venezuela, onde na região de fronteira com o Estado de Roraima é mantida uma zona de proteção com ações específicas de vigilância, o que promove uma maior segurança para o País”, reforça o Ministério da Agricultura.

Biosseguridade como chave

Ao que se refere ao mercado como um todo, o MAPA pontua que a adequação ao Plano possibilita a valorização do patrimônio pecuário nacional e o reconhecimento da qualidade do sistema brasileiro de saúde animal. Questões que, ao serem desmembradas, destacam para o mercado interno “a redução direta do custo para o produtor rural, com a eliminação das despesas relacionadas com a aquisição e realização da vacinação contra a febre aftosa”.

Para o externo, “o reconhecimento internacional de livre de febre aftosa sem vacinação permite a conquista de mercados importadores mais exigentes, com o aumento de divisas e da participação mundial do agronegócio brasileiro”.

Sendo assim, o impacto de cada área considera livre valoriza os produtos nacionais. “O Brasil é um grande produtor de carne e o seu rebanho é um dos maiores do mundo, dando condições ao País de ampliar seu protagonismo no mercado internacional. Os rebanhos bovinos e bubalinos nas zonas livres sem vacinação atualmente representam cerca de 20% do total, de forma que ainda há muita margem para o crescimento nas negociações internacionais”, analisa o Ministério, ao afirmar que o plano prevê o fortalecimento do sistema de vigilância e a suspensão gradual da vacinação, mediante o cumprimento de diversas ações previstas.

Manutenção e plano de defesa

Ao ser questionado sobre a lida com a doença, a manutenção e um plano de defesa são táticas defendidas como essenciais pelo Ministério, que ainda ressalta um fator importante: “o País já tem o reconhecimento de livre doença, com maior parte do seu território na condição de livre com vacinação”.

“A manutenção da condição de livre, seja com ou sem vacinação, implica no reconhecimento e manejo do risco de introdução da doença, exigindo – por parte do sistema nacional de defesa sanitária animal – incluindo o serviço veterinário oficial (SVO) e o setor privado, na maior preparação para uma adequada prevenção e, no caso de reintrodução, rápida detecção e oportuna intervenção para reduzir o impacto negativo da doença”, explica.

No caso de zonas sem vacinação, a biosseguridade, a educação e a comunicação em saúde animal ganham papel de destaque. “É fundamental que os pecuaristas adotem medidas de biosseguridade adequadas, da mesma forma que é primordial que eles saibam reconhecer os sinais clínicos da doença e tenham consciência que precisam notificar imediatamente o Serviço Veterinário Oficial (SVO)”, alerta a Pasta, relembrando que SVO, do outro lado, precisa estar preparado para atuar rapidamente e conter uma possível disseminação da doença.

Além de um plano de contingência específico para a febre aftosa, o MAPA também segue construindo um arcabouço legal e um sistema voltado para o controle e gestão de emergências sanitárias, chamado de “Sistema Nacional de Emergências Agropecuárias (Sineagro), instituído em 2018, e organizado em quatro níveis de coordenação com diferentes atribuições e responsabilidades, incluindo a efetiva participação dos Órgãos Executores de Sanidade Agropecuária (OESA).

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