O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União na terça-feira dia (16), a Portaria nº 1.633, que institui a Campanha Nacional de Vacinação de Bezerras Bovinas e Bubalinas contra a brucelose. A medida vale para animais entre três e oito meses de idade e organiza os prazos de vacinação e comprovação junto aos Serviços Veterinários Estaduais.
A campanha será realizada em dois períodos ao longo do ano. No primeiro semestre, a vacinação ocorrerá entre janeiro e junho, com prazo de comprovação até 10 de julho do mesmo ano. No segundo semestre, a imunização será realizada entre julho e dezembro, com comprovação até 10 de janeiro do ano seguinte à aplicação da vacina.
Prazos estaduais
De acordo com a portaria, unidades da Federação que já possuem campanhas estaduais de vacinação contra a brucelose, instituídas por atos normativos publicados antes da vigência da nova regra, poderão manter os prazos de comprovação atualmente previstos em suas regulamentações.
A campanha nacional será regida pela Instrução Normativa nº 10/2017, que estabelece o Regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT). O programa reúne ações de prevenção, vigilância e controle das duas enfermidades em rebanhos bovinos e bubalinos no País.

Controle sanitário
Instituído em 2001, o PNCEBT é um dos instrumentos da defesa agropecuária brasileira para reduzir a ocorrência de brucelose e tuberculose animal. A vacinação de bezerras é uma das medidas previstas para controlar a brucelose e diminuir riscos sanitários nos rebanhos.
Segundo o Mapa, a organização nacional dos períodos de vacinação busca padronizar a execução da campanha e fortalecer o acompanhamento das ações pelos serviços oficiais. A comprovação da vacinação é uma etapa necessária para o controle sanitário e para o monitoramento da adesão dos produtores.
A brucelose impacta diretamente a sanidade dos rebanhos e pode trazer prejuízos produtivos e reprodutivos às propriedades. Por isso, a vacinação dentro dos prazos definidos é considerada uma medida importante para reduzir a circulação da doença e fortalecer a segurança sanitária da pecuária.
Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), adaptado pela equipe Feed&Food
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