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Abate de bovinos bate recorde no primeiro trimestre, aponta IBGE

Volume chegou a 10,289 milhões de animais entre janeiro e março de 2026, com alta frente aos dois anos anteriores

O abate de bovinos no Brasil atingiu novo recorde para um primeiro trimestre, segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De janeiro a março de 2026, foram abatidos 10,289 milhões de animais, considerando machos e fêmeas.

O volume representa crescimento de 3,27% em relação ao mesmo período de 2025 e avanço de 9,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2024. Segundo pesquisadores do Cepea, os números refletem a expansão da produção pecuária brasileira nos últimos anos e a maior oferta de animais para comercialização.

Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq mostra oscilações nos preços em junho, em um cenário de maior oferta de bovinos para abate no País. Crédito: Cepea

Oferta em alta

O resultado indica um cenário de maior disponibilidade de bovinos para abate no início de 2026. Esse movimento pode estar relacionado ao avanço da produção pecuária e ao aumento da capacidade da cadeia em atender tanto o mercado doméstico quanto os embarques ao exterior.

A elevação do abate também reforça a importância do acompanhamento dos dados oficiais para entender o comportamento da oferta de carne bovina no País. O desempenho registrado no primeiro trimestre mostra que o setor iniciou o ano com ritmo superior ao observado nos dois anos anteriores.

Média a prazo do boi gordo em São Paulo apresenta oscilações em junho, em meio ao cenário de maior oferta de bovinos para abate no País. Crédito: Cepea

Cadeia produtiva

De acordo com o Cepea, o volume recorde evidencia a competitividade da cadeia produtiva da carne bovina brasileira. A maior oferta de animais, em um período de demanda interna e externa relevante, mantém o setor em posição estratégica no abastecimento nacional e no comércio internacional.

O acompanhamento dos próximos trimestres será importante para avaliar se o ritmo de abates permanece elevado ao longo de 2026 e quais impactos poderão ser observados sobre mercado, preços e disponibilidade de carne bovina.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food

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