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IPPE se consolida como um dos eventos mais importantes para o agronegócio brasileiro

A International Production & Processing Expo (IPPE), realizada no último mês de janeiro em Atlanta, Estados Unidos, elevou discussões sobre o sistema de produção de proteína animal

mercado de proteína animal

A International Production & Processing Expo (IPPE), realizada no último mês de janeiro em Atlanta, nos Estados Unidos, é um dos principais eventos globais dedicados à cadeia de proteína animal, reunindo indústria, autoridades sanitárias, formuladores de políticas públicas, academia, investidores e líderes do comércio internacional.

De acordo com Ana Lucia de Paula Viana, Agricultural Attaché da Embaixada do Brasil em Washington, Estados Unidos, para o agronegócio brasileiro, trata-se de uma plataforma estratégica para consolidar a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteínas, capaz de atender aos mais elevados padrões sanitários, produtivos e de sustentabilidade. “Embora os Estados Unidos não sejam o maior importador de proteína brasileira, exercem forte influência na definição de padrões sanitários globais, o que torna a presença institucional do Ministério da Agricultura do Brasil ainda mais relevante. Como Adida Agrícola, a IPPE também cumpre um papel essencial, ao fortalecer o diálogo com atores-chave do setor”, ela aponta.

Entre os principais desafios destacados por Ana Lucia estão o reconhecimento de áreas livres de doenças, as exigências crescentes de rastreabilidade, questões relacionadas à influenza aviária, os processos de equivalência sanitária e a demanda cada vez maior por comprovação de sustentabilidade. “O trabalho do MAPA diante desses desafios é contínuo e baseado em ciência, com foco na transparência, na robustez do sistema de defesa agropecuária e no diálogo permanente com parceiros internacionais”, afirma.

Ana Lucia aponta que a IPPE facilita discussões sobre vários temas, como bem-estar animal, digitalização de processos, certificação eletrônica e biosseguridade. “A troca de experiências e o compartilhamento de boas práticas fortalecem a confiança entre os sistemas sanitários e contribuem para a convergência de procedimentos, beneficiando o comércio internacional de proteínas”, diz. “Durante a IPPE, o MAPA demonstra conformidade com padrões internacionais e discute atualizações normativas com vários atores importantes. A harmonização de normas é construída por meio de diálogo qualificado, uso de dados científicos e transparência institucional, buscando convergência regulatória sem abrir mão da soberania sanitária brasileira”, afirma.

Leia a matéria completa na edição 227 da revista Feed&Food

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