Felipe Machado, de Patos de Minas (MG)
Caroline Mendes, da Redação
Durante palestra na FENAMINAS 2025, o consultor Thiago Kuribayashi abordou a importância da gestão de dados como ferramenta decisiva para a eficiência produtiva e o impacto econômico das granjas. Com experiência prática no setor, ele ressaltou que “não existe pior informação do que aquela que chega depois que a decisão já foi tomada”, defendendo a necessidade de dados precisos, atualizados e acessíveis para todos os envolvidos no processo produtivo.
Segundo Kuribayashi, muitos erros nas granjas têm origem na coleta ou no input de dados, seja por falta de padronização nos registros, seja por falhas de comunicação entre os responsáveis. Exemplos como a variação na nomenclatura de causas de descarte, a ausência de pesagens reais de leitões e o uso de médias genéricas demonstram como a falta de precisão prejudica diagnósticos e decisões.
O palestrante defendeu que o papel do gerente é central na qualidade da informação. “É ele quem deve garantir que os dados estejam corretos, alinhados e disponíveis para análise por nutricionistas, consultores e toda a equipe”. Mais do que coletar, destacou, é preciso transformar dados em informação útil, para tomar decisões corretas no tempo certo.
Um dos pontos altos da palestra foi a apresentação do conceito de metas SMART (específicas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporais), que ajuda a orientar planos de ação e engajar equipes. “Não adianta colocar uma meta inalcançável, porque isso só vai desmotivar”, explicou.

Kuribayashi também defendeu o uso de benchmarking como ferramenta para identificar lacunas e definir metas mais realistas. Para ele, a comparação entre granjas deve levar em conta porte, localização, sistema produtivo e outras variáveis, evitando análises equivocadas entre realidades muito distintas.
Indicadores como taxa de parto, número de desmamados por fêmea e conversão alimentar foram apresentados como chaves para avaliar o desempenho econômico. Ele mostrou, com dados reais, que ajustes simples, como a redução de dias não produtivos, podem gerar ganhos expressivos – em um exemplo, a redução de cinco dias representaria mais de R$ 100 mil anuais a uma granja de 1.500 matrizes.
“Lucratividade é receita menos despesa. A receita é ditada pelo mercado, mas a produtividade está nas nossas mãos”, concluiu. E reforçou: dados confiáveis, metas bem definidas e engajamento humano são o tripé da gestão eficiente e sustentável.
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