Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) registrou uma alta de 1% em abril, alcançando 118,3 pontos. Entre os segmentos que puxaram esse avanço, o destaque foi o setor de carnes, que teve aumento expressivo no mercado internacional, impulsionado principalmente pela valorização da carne suína.
Segundo o relatório divulgado, o Índice de Preços de Carnes da FAO subiu 3,2% em relação a março, atingindo 121,6 pontos. O número representa um crescimento de 4,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.
A valorização foi observada em todos os tipos de carne monitorados pelo órgão, mas a carne suína foi a que apresentou maior aumento. A elevação é atribuída à demanda firme em grandes mercados consumidores, como a Ásia, além de uma oferta mais limitada em importantes países exportadores.
A carne bovina também registrou elevação, impulsionada por restrições na oferta para exportação, principalmente na Austrália e no Brasil. De acordo com a FAO, os preços da carne de frango também subiram, ainda que de forma mais moderada, devido à alta na demanda global e custos mais elevados de produção.

O cenário atual favorece países exportadores, como o Brasil, que se beneficia da valorização dos produtos no mercado externo. No entanto, o movimento também exige atenção, já que o repasse dos preços ao mercado interno pode pressionar a inflação dos alimentos, impactando o consumidor final.
O relatório da FAO indica que, além das proteínas animais, os preços internacionais de cereais e laticínios também subiram em abril. Já os óleos vegetais e o açúcar apresentaram queda, o que contribuiu para equilibrar o índice geral.
O acompanhamento mensal da FAO serve como termômetro para a segurança alimentar global e é utilizado por governos e organizações como referência para políticas agrícolas e comerciais. A tendência de alta nos preços da proteína animal reforça a importância de estratégias para mitigar os impactos da volatilidade do mercado sobre a cadeia de produção e o consumo.
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