Caroline Mendes, de Foz do Iguaçu (PR)
O IFC abriu sua programação no Paraná reunindo lideranças, cooperativas e produtores de todo o país em um momento considerado estratégico para a piscicultura brasileira. Segundo Eliana Panty, diretora comercial do IFC, mais de mil pessoas passaram pela secretaria logo no primeiro dia, demonstrando a força e o engajamento do setor.
“O nosso objetivo é reforçar que a tilápia brasileira é reconhecida como um produto de excelência no mundo inteiro. Agora precisamos, assim como outras cadeias já fizeram, olhar para o consumo interno e explorar esse oceano de oportunidades dentro do país”, afirmou Panty.
A executiva relembrou a experiência da suinocultura, que, após enfrentar o fechamento do mercado russo, descobriu grande potencial no público consumidor nacional. “Esse é o caminho que a tilapicultura pode trilhar neste momento: realinhar a rota, valorizar o consumo doméstico e manter a união do setor”, completou.
Um dos destaques do evento foi a participação das principais cooperativas do Paraná – como Copacol, Copavel, Lar, Primato e Belo – que vêm replicando para a piscicultura o mesmo modelo de gestão, tecnologia e sanidade que consolidou o sucesso da avicultura. A entrada dessas empresas na produção de tilápia mostra a força do sistema cooperativista e sua capacidade de impulsionar a cadeia.

Outro ponto debatido foi a utilização do lago da usina de Itaipu. Caso seja viabilizado o acordo regulatório com o Paraguai, o local poderia dobrar a produção atual de peixe no Brasil, ampliando a competitividade nacional e fortalecendo o abastecimento interno e externo.
Para Panty, o encontro funciona como um guia para o setor. “Este evento é um farol para iluminar o caminho das empresas, mostrando que, mesmo em tempos de adversidades, estamos unidos e prontos para avançar”, concluiu.
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