O encerramento de 2025 expõe movimentos distintos entre dois dos principais insumos usados nas cadeias de aves e suínos: enquanto o farelo de soja registra recuperação parcial e volta aos patamares de abril, o milho segue pressionado pela demanda enfraquecida, com quedas em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.
No caso do farelo de soja, pesquisadores do Cepea apontam que a recente valorização decorre, sobretudo, da necessidade de recomposição de estoques por avicultores e suinocultores. O avanço nos preços também é influenciado pela baixa oferta no spot nacional, já que grande parte das indústrias processadoras encerrou o esmagamento de 2025. Com isso, o derivado opera nos níveis mais altos desde abril na maior parte das praças monitoradas.
O movimento é inverso ao observado no mercado de milho, que ainda enfrenta demanda enfraquecida — situação típica do fim de ano, quando compradores tendem a retornar ao spot apenas em janeiro. Essa retração mantém pressão sobre as cotações em algumas regiões. No campo, porém, o cenário recente é mais positivo: após um período de estiagem, o retorno das chuvas trouxe alívio aos produtores, favorecendo o desenvolvimento das lavouras de verão. Além de melhorar o desempenho da safra atual, as precipitações reforçam as expectativas para a semeadura da segunda safra dentro da janela considerada ideal.

A comparação evidencia o descompasso entre os dois insumos: enquanto o farelo se firma pela combinação entre oferta reduzida e necessidade de reposição, o milho permanece sujeito ao ritmo mais lento da demanda e ao ajuste típico do ciclo agrícola neste período do ano.
Por: Camila Santos
LEIA TAMBÉM
Tilápia : mercado apresenta estabilidade com leves altas em algumas regiões





