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Grade curricular vasta é fundamental para formação do aluno

Instituições precisam estar preparadas para formar profissional completo

Natália Ponse, da redação

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Apesar de ser uma atividade relativamente nova no Brasil, as instituições voltadas às atividades do campo contam com diversas opções. Porém, de nada adianta uma infinidade de cursos com grades curriculares rasas. É preciso profundidade e conhecimentos técnicos e práticos suficientes para formar o profissional de que o mercado precisa, e precisará cada vez mais, seja em território nacional ou em outros países.

O gerente Nacional de Negócios da Rehagro (Belo Horizonte/MG), André Bruzzi, explica que os cursos têm profundidades variadas, como econômica, técnica e prática. “Temos cursos de capacitação para o gerente, para o dono da fazenda, técnico agrícola e para aqueles que não tenham graduação, além dos cursos de pós-graduação”, pontua.

Bruzzi destaca o curso de Gestão da Pecuária Leiteira (GPL), com mais de 46 turmas em 14 anos. O curso é de longa duração (12 meses) e conta com um encontro mensal, de dois dias. A grade curricular abrange o interesse econômico na pecuária leiteira, ou seja, nutrição, reprodução, gestão econômica, gestão de pessoas, qualidade do leite, criação de bezerras etc. “Mas sempre com o enfoque econômico, ou seja, onde eu estou, aonde eu posso chegar, quais as ações que posso tomar para chegar lá e se eu chegar, qual o impacto econômico em meu negócio”, completa Bruzzi.

Na pós-graduação, os diversos cursos abordam reprodução, fazendo com que o aluno entenda como funciona a parte fisiológica da reprodução, como funciona a parte hormonal, para que entenda como atua o protocolo produtivo, assim como o protocolo da indústria, as portas se abrem para o protocolo específico para um grupo determinado de animais numa função. O objetivo é fazer com que esse estudante consiga delinear os seus programas reprodutivos.

A coordenadora do curso de Zootecnia da Faculdades Associadas de Uberaba (Uberaba/MG), Juliana Jorge Paschoal, destaca a grade do curso que “tem como foco a produção animal, estudando desde a cadeia produtiva até a indústria”. Entre as disciplinas estão bovinocultura de leite e corte, avicultura, suinocultura, cunicultura, aquicultura, equideocultura, caprinocultura, ovinocultura e apicultura. “A qualidade e o processamento são abordados nas disciplinas de Tecnologia e Qualidade de leite e carne”, explica. As aulas práticas, ainda de acordo com Paschoal, são desenvolvidas nos setores da fazenda escola e nas unidades de processamento de leite e carne.

Na mesma faculdade, a grade do curso de Agronegócio é distribuída em seis módulos temáticos interdisciplinares, conforme explica o coordenador do curso, Guilherme Salge Roldão. São eles: Gestão Estratégica, Produção Vegetal, Gestão Financeira, Produção Animal, Comercialização e Sustentabilidade. “Um diferencial é o Projeto Integrador, que é um componente curricular que oportuniza aos alunos a elaboração de projetos em cada módulo, aplicando a teoria em prática”, complementa.

O curso de Agronomia também conta com aulas práticas, desenvolvidas nos setores da fazenda e nas áreas de experimentação. O foco aqui é a produção vegetal, analisando a cadeia produtiva até o consumidor, levando em conta as questões ambientais. “A grade curricular é composta por disciplinas como: Melhoramento vegetal, produção vegetal I, II e III (Milho, Sorgo, Café, Cana de açúcar, Soja e Feijão), Horticultura, Olericultura, Silvicultura, Hidráulica, Sistemas de Irrigação, Manejo e Conservação do Solo e Água, Climatologia, Extensão Rural, e outras”, confirma o coordenador do curso, Alex Moretini (foto lateral).

Centrados na formação do aluno, o professor tem o dever de ministrar todo o conteúdo possível, com a qualidade que lhe é de direito, para formar um profissional completo. Este profissional completo deve lidar com as mais diferentes adversidades, e as instituições têm papel fundamental no sentido de prover, além do conteúdo, também estrutura para que essas informações sejam mais assimiladas. Porém, maior do que a vontade de aprender, é necessário um componente que não existe na grade curricular: o amor pela profissão. Este é o combustível que faz o agronegócio brasileiro crescer.

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