O alimento que chega à mesa é o mesmo, mas quem o consome mudou e continua mudando. Cada geração carrega valores, expectativas e formas distintas de se relacionar com produtos, marcas e narrativas. No agro, esse movimento abre uma oportunidade importante: compreender como Baby Boomers, Geração X, Millenials, Geração Z e, agora, a Geração Alfa enxergam o que produzimos e quais histórias realmente importam para cada uma delas.
Os Baby Boomers cresceram em um cenário de escassez e valorizam estabilidade, tradição e continuidade. A Geração X aprendeu a equilibrar rotina, responsabilidade e busca clareza, praticidade e previsibilidade. Os Millenials aproximaram o consumo do propósito e querem saber a origem, o impacto e os valores por trás de cada alimento. A Geração Z nasceu conectada, compara tudo, exige transparência, rastreabilidade e consistência nas atitudes das marcas. Já a Geração Alfa, a primeira nativa de um ambiente totalmente digital, cresce em um mundo de decisões rápidas e experiências imersivas e terá uma relação ainda mais sensorial e imediata com o alimento, influenciada por dados acessíveis, narrativas visuais e autonomia tecnológica.
Essas diferenças não criam distanciamentos, elas criam camadas de percepção. O que antes era apenas uma escolha de compra agora se tornou expressão de identidade, estilo de vida e visão de mundo. E isso amplia o espaço para diálogo entre agro e consumidor, porque cada geração olha para o alimento com uma expectativa distinta. Algumas buscam segurança e familiaridade, outras buscam inovação e propósito, e muitas querem compreender o porquê de cada processo envolvido na produção.
Leia a coluna completa na edição 224 da revista Feed&Food.

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