Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Há 20 anos, a base genética da tilapicultura brasileira enfrentava grandes desafios: cruzamentos aleatórios, consanguinidade elevada e resultados imprevisíveis. Sem linhagens consolidadas e com dependência de genética importada, o setor caminhava de forma empírica e pouco estruturada. A chegada de programas de melhoramento, combinada ao uso de ferramentas como o BLUP e o controle rigoroso de pedigree, deu início a uma revolução silenciosa que mudaria o rumo da produção nacional.
O avanço da genética quantitativa e, mais recentemente, da genômica, trouxe precisão e velocidade aos ganhos produtivos. Características como resistência a patógenos, eficiência alimentar e tolerância a variações ambientais passaram a integrar os índices de seleção, tornando os lotes mais uniformes, produtivos e sustentáveis. Linhagens desenvolvidas no país já competem com as importadas, entregando desempenho superior em ambientes tropicais e maior autonomia para os produtores.
Hoje, o Brasil colhe os frutos dessa evolução: a produção saltou de 68 mil toneladas em 2005 para mais de 570 mil toneladas em 2023, um crescimento de quase 400%. A combinação entre ciência aplicada, dados e biotecnologia posiciona a tilapicultura brasileira como referência global — não apenas em volume, mas também em qualidade genética.

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