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Frio aumenta risco sanitário e desafia manejo de suínos

Queda nas temperaturas exige atenção com ambiência, ventilação e aquecimento, especialmente na fase de leitões

A queda nas temperaturas em diferentes regiões do País acende um alerta para a suinocultura. Embora o inverno comece oficialmente em 21 de junho, o frio já exige ajustes no manejo das granjas, principalmente porque os suínos passam a gastar mais energia para manter a temperatura corporal, o que pode comprometer o ganho de peso e elevar os custos de produção.

Segundo dados citados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), falhas no manejo térmico podem afetar os índices zootécnicos e o bem-estar dos animais. O impacto é mais expressivo em fases sensíveis da criação, como a de leitões, que têm menor capacidade de manter a temperatura corporal em ambientes frios.

Desempenho pode ser comprometido

De acordo com Gladstone Brumano, zootecnista, pós-doutor em nutrição de monogástricos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e consultor técnico-comercial da MCassab Nutrição e Saúde Animal, as baixas temperaturas exigem atenção redobrada do produtor com ventilação, aquecimento e controle da umidade nos galpões.

“Durante o período mais frio do ano, não é só o desempenho dos animais que preocupa. Essa talvez seja a consequência mais fácil de se notar, porém as baixas temperaturas também favorecem o aparecimento de doenças e exige atenção redobrada do produtor com ventilação, aquecimento e controle da umidade nos galpões para manter os suínos saudáveis e produtivos”, destaca.

O especialista explica que, em temperaturas mais baixas, parte da energia consumida por meio da ração é direcionada para a manutenção do calor corporal. Com isso, o potencial de ganho de peso pode ser reduzido e a eficiência alimentar tende a piorar. “Em situações de frio intenso, aumenta o metabolismo basal e o consumo de ração e piora a conversão alimentar”, afirma Brumano.

Leitões exigem maior atenção no período de frio, com controle de temperatura, ventilação e aquecimento adequado para reduzir riscos sanitários e perdas de desempenho. Crédito: Imagem gerada por IA

Ambiência influencia sanidade

Entre os sinais de desconforto térmico, estão animais amontoados, tremores, redução da movimentação e aumento do consumo de ração sem melhora proporcional no desempenho produtivo. Esses indicadores podem mostrar que o ambiente não está adequado às necessidades do plantel.

Além de afetar o desempenho, o frio pode favorecer a ocorrência de doenças respiratórias, como pneumonia suína, influenza, pleuropneumonia e doença de Glässer. O risco aumenta em ambientes com alta umidade, correntes de ar e ventilação inadequada.

“Muitas vezes, na tentativa de manter o galpão mais quente, a ventilação é reduzida em excesso, o que compromete a qualidade do ar e favorece o acúmulo de gases como amônia e dióxido de carbono”, alerta Brumano.

Leitões exigem maior cuidado

Para reduzir os impactos do inverno, o manejo deve incluir isolamento térmico adequado, controle de correntes de ar, boa ventilação, aquecimento específico para leitões e acompanhamento constante da temperatura e da umidade nos galpões.

Além da ambiência, a nutrição também deve ser observada nos períodos de frio. Segundo Brumano, estratégias voltadas à saúde intestinal e ao suporte imunológico podem contribuir para maior estabilidade sanitária, especialmente nas fases mais sensíveis da criação. “Hoje, o controle do ambiente impacta a sanidade, o desempenho e a rentabilidade da produção”, completa.

Fonte: MCassab Nutrição e Saúde Animal, com informações da Embrapa, adaptado pela equipe Feed&Food

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