O avanço das práticas de bem-estar animal e sua relação direta com a competitividade da proteína brasileira estarão no centro dos debates do Fórum Estratégico de Bem-Estar Animal, que acontece no dia sete de maio, em São Paulo. O encontro reúne representantes do setor produtivo, especialistas e agentes do mercado financeiro para discutir como o tema influencia a geração de valor e a dinâmica da cadeia.
Organizado pela Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) e pela Produtor do Bem Certificação, o evento propõe integrar diferentes visões sobre o tema, conectando produção, mercado e sustentabilidade em um cenário de crescente exigência global por práticas responsáveis na produção de alimentos.
Bem-estar como fator de competitividade
A programação do fórum destaca o papel estratégico do bem-estar animal na agregação de valor à proteína brasileira. Especialistas apontam que a adoção de boas práticas deixou de ser apenas uma exigência ética e passou a representar diferencial competitivo, influenciando tanto o acesso a mercados quanto a remuneração dos produtores.
A discussão também aborda a relação entre eficiência produtiva, inovação tecnológica e sustentabilidade. A tendência é que sistemas produtivos que conciliam desempenho e responsabilidade socioambiental ganhem espaço em um mercado global mais exigente.

Influência do mercado financeiro
Outro eixo central do evento é o impacto do bem-estar animal nas decisões de investimento. O tema será debatido sob a ótica de risco, governança e critérios ESG, cada vez mais presentes nas análises do setor financeiro.
Segundo especialistas, práticas adequadas de manejo e bem-estar contribuem para reduzir riscos operacionais e reputacionais, além de aumentar a previsibilidade dos resultados das empresas, fatores valorizados por investidores e instituições de crédito.
Agenda ESG e avaliação de risco
A incorporação de critérios socioambientais nas análises financeiras tem ampliado a relevância do bem-estar animal na cadeia de proteína. Desde a regulamentação de diretrizes para gestão de riscos socioambientais, o tema passou a influenciar diretamente a concessão de crédito e a avaliação de empresas do setor.
Nesse contexto, a capacidade de gestão sustentável das operações se consolida como elemento-chave para garantir competitividade e acesso a financiamento, especialmente em mercados internacionais.
Integração da cadeia e desafios
O fórum também propõe uma análise mais ampla da cadeia produtiva, destacando a necessidade de alinhamento entre produtores, indústria e mercado. A evolução do bem-estar animal depende da cooperação entre os diferentes elos, com foco na superação de barreiras técnicas e operacionais.
A proposta é ampliar o diálogo e consolidar uma visão integrada, capaz de impulsionar avanços consistentes no setor e fortalecer a posição do Brasil no cenário global.
Fonte: COBEA, adaptado pela equipe Feed&Food
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