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Fim do tarifaço dos EUA consolida avanço no diálogo bilateral

Retirada da tarifa adicional de 40% amplia competitividade dos produtos brasileiros e sinaliza retomada técnica nas relações comerciais

TARIFAÇO

A decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% aplicada a parte dos produtos agrícolas brasileiros foi classificada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, como um marco positivo para a relação bilateral. O anúncio, feito nesta quinta-feira (20), encerra um período de tensões comerciais e restabelece condições mais competitivas para itens como carne bovina, café, frutas e diversos produtos processados.

Segundo Fávaro, a medida traz segurança ao agronegócio brasileiro e demonstra que o diálogo institucional voltou a operar com normalidade. Ele ressaltou que a aproximação entre os dois governos eliminou ruídos e devolveu previsibilidade às negociações. Para o ministro, a mudança reflete maturidade nas discussões e reforça que temas complexos podem ser solucionados por meio de tratativas técnicas. “A relação Brasil–EUA não podia ficar em fofocas e intrigas. A partir do momento em que os dois líderes dialogaram, as coisas vieram para a normalidade”, afirma.

Com o fim da sobretaxa, os produtos brasileiros recuperam competitividade no mercado norte-americano, reforçando a posição do país como fornecedor relevante de alimentos, bebidas e insumos agropecuários. Fávaro destacou que o movimento beneficia ambos os lados da cadeia comercial e contribui para um ambiente global mais estável. Ele também afirmou que o processo de negociação continua, mas celebrou a decisão como um avanço importante para a agropecuária nacional.

A lista dos produtos contemplados pela retirada do tarifaço inclui uma ampla variedade de itens exportados pelo Brasil. Na carne bovina, categorias como carcaças, cortes com e sem osso, carnes premium (“high-quality beef”), miúdos e produtos salgados ou defumados voltam a ingressar no mercado norte-americano com menor custo tributário. No setor de frutas e vegetais, produtos como abacate, coco, manga, abacaxi, tomate, papaya e diversas raízes tropicais também se beneficiam da medida.

TARIFAÇO
Para Fávaro, a medida traz segurança ao agronegócio brasileiro e demonstra que o diálogo institucional voltou a operar com normalidade (Foto: Divulgação)

O café — em suas formas verde, torrada, descafeinada ou como subprodutos — está entre os itens favorecidos, assim como chás, erva-mate e uma extensa lista de especiarias, incluindo pimentas, canela, noz-moscada, gengibre e cúrcuma. O mesmo ocorre com castanhas e sementes, como castanha-do-pará, castanha de caju, macadâmia, pignolia e sementes aromáticas diversas.

Produtos processados, como polpas de frutas, geleias, purês, tapioca, amidos e palmito, também retornam a condições mais competitivas, assim como sucos — entre eles laranja, limão, abacaxi e preparações com açaí. Derivados de cacau, como amêndoas, manteiga, pasta e pó, completam o conjunto de itens agroindustriais beneficiados.

Além dos alimentos, a retirada da sobretaxa inclui ainda fertilizantes, segmento estratégico para o Brasil tanto como importador quanto como exportador. Estão contemplados produtos como ureia, sulfato e nitrato de amônio, cloreto de potássio e misturas NPK.

Para o ministério, a reversão das tarifas sinaliza um novo patamar de cooperação técnica entre Brasil e Estados Unidos, fortalecendo o ambiente de negócios e ampliando as perspectivas de comércio agropecuário entre os dois países.

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