A participação brasileira na Gulfood 2026, realizada em Dubai, consolidou perspectivas robustas de negócios para os setores de aves e ovos. A ação coordenada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), resultou na projeção de US$ 1,4 bilhão em contratos ao longo dos próximos doze meses, a partir das negociações iniciadas durante o evento.
Somente durante os cinco dias da feira, os negócios efetivamente fechados somaram US$ 131,4 milhões, evidenciando a relevância da Gulfood como uma das principais plataformas globais para o comércio de alimentos, especialmente para mercados do Oriente Médio, Ásia e África, com forte demanda por produtos halal.
A iniciativa integrou a estratégia de promoção comercial internacional da ABPA e contou com um espaço exclusivo de mais de 430 metros quadrados, dedicado à realização de reuniões comerciais, relacionamento institucional e divulgação da proteína animal brasileira. Ao todo, 21 agroindústrias participaram da ação, representando diferentes regiões e perfis produtivos do país.

Durante o evento, o estande brasileiro manteve uma agenda intensa de encontros com importadores, distribuidores e decisores de compras internacionais. Como parte da estratégia de promoção, uma área de degustação apresentou produtos à base de carne de frango, pato e ovos, permitindo aos visitantes experimentar a qualidade e a versatilidade da produção nacional. Ao longo da feira, foram servidos cerca de 6.500 shawarmas e aproximadamente 1.000 omeletes.
A presença brasileira na Gulfood 2026 também reforçou a posição do país como principal fornecedor global de carne de frango produzida segundo os preceitos islâmicos. O Brasil mantém reconhecimento internacional por atender exigências sanitárias, religiosas e de rastreabilidade, atributos fundamentais para a consolidação de parcerias de longo prazo no mercado halal.
Segundo a ABPA, os resultados obtidos refletem a confiança do mercado internacional na proteína animal brasileira e indicam oportunidades consistentes de expansão das exportações. A entidade avalia que a feira cumpre papel estratégico ao fortalecer alianças comerciais e ampliar o diálogo com mercados prioritários para o agronegócio nacional.
Fonte: ABPA/ApexBrasil, adaptado pela equipe Feed&Food
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