O mercado de frango registrou queda nos preços ao longo de março, mas manteve estabilidade apoiado pelo desempenho das exportações. A demanda externa contribuiu para absorver parte da produção e evitar pressão maior sobre o mercado interno.
Em São Paulo, o frango inteiro congelado foi negociado a R$ 7 por quilo em março, recuo de 2,4% frente a fevereiro e de 17% na comparação anual. No início de abril, as cotações apresentaram reação, voltando ao patamar de R$ 7,25 por quilo.
Frango ganha competitividade frente ao boi
Com a queda de preços e a valorização da carne bovina, o frango ampliou sua competitividade no mercado interno. A relação de troca superou três quilos de frango por quilo de dianteiro bovino, cerca de 30% acima da média histórica para março e acima do registrado nos últimos anos.
Relação com suínos se mantém estável
Na comparação com a carne suína, que também apresentou recuo de preços, a competitividade do frango permaneceu próxima da média histórica.
A relação de troca ficou em torno de 1,3 quilo de frango para cada quilo de suíno, sem alterações relevantes no período.

Exportações avançam no trimestre
O desempenho das exportações foi determinante para sustentar o mercado. Em março, os embarques brasileiros de carne de frango somaram 431 mil toneladas in natura. O volume representa crescimento de 5,6% na comparação anual e de 4,9% no acumulado do primeiro trimestre.
Preço médio externo recua
Apesar do aumento no volume exportado, o preço médio das exportações registrou queda de 2,7% frente ao mês anterior.
O movimento está ligado ao redirecionamento de cargas antes destinadas ao Oriente Médio, impactado por questões logísticas e geopolíticas.
Novos mercados compensam perdas
O bom desempenho em destinos como Japão, China, Filipinas e África do Sul ajudou a compensar a redução nas vendas para países do Oriente Médio. A diversificação de mercados reforça a importância da demanda externa para o equilíbrio do setor.
Oferta cresce, mas sem excesso
Do lado da produção, os abates de frango cresceram cerca de 3% em março na comparação anual e 2% no acumulado do trimestre.
Mesmo com o aumento da oferta, o avanço das exportações, que subiram 5,4% no período, evitou sinais de sobreoferta no mercado interno.
Fonte: Agro Itaú BBA, adaptado pela equipe Feed&Food
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