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Exportações do agro mantêm ritmo e proteínas animais seguem firmes na balança de outubro

Mesmo com leve retração na indústria de transformação, carnes de frango, bovina e suína garantem estabilidade das vendas externas e reforçam o superávit da balança comercial
Por Caroline Mendes
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Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br

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O Brasil encerrou a quarta semana de outubro com superávit de US$ 1,77 bilhão na balança comercial, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado foi sustentado principalmente pelo bom desempenho do agronegócio, cujas exportações cresceram 20,2% em relação ao mesmo período de 2024. Entre os destaques, as proteínas animais mantiveram participação relevante no fluxo de embarques, refletindo a demanda firme por carnes brasileiras no mercado internacional.

A soma das exportações do mês alcançou US$ 25 bilhões, frente a US$ 20 bilhões em importações, consolidando um saldo positivo de quase US$ 5 bilhões. No acumulado do ano, o país já registra superávit de mais de US$ 50 bilhões.

Na pauta do agro, os produtos de origem animal seguiram como pilares do desempenho. As carnes de frango, bovina e suína mantiveram bom ritmo de embarques, impulsionadas pela recomposição de estoques em mercados asiáticos e pelo câmbio favorável. O avanço das exportações de soja (+40,4%) e milho (+3,9%) também contribuiu para sustentar o fluxo de proteína animal, garantindo oferta competitiva de ração e estabilidade nos custos de produção.

FOTO: REPRODUÇÃO
Soma das exportações do mês alcançou US$ 25 bilhões, frente a US$ 20 bilhões em importações, consolidando um saldo positivo de quase US$ 5 bilhões. No acumulado do ano, o país já registra superávit de mais de US$ 50 bilhões.

Enquanto a agropecuária registrou crescimento expressivo, a indústria de transformação apresentou leve retração de 2%. Ainda assim, o conjunto do agronegócio — que inclui carnes, grãos e derivados — segue sendo o motor do saldo comercial positivo.

Os números confirmam a força das proteínas brasileiras em um cenário global desafiador. Com demanda crescente por alimentos e restrições sanitárias em outros grandes produtores, o Brasil reafirma sua posição de fornecedor estratégico de carne bovina, suína e de frango para o mundo.

“O agronegócio brasileiro continua sendo o esteio da balança comercial, e as exportações de carnes mantêm papel essencial nesse equilíbrio”, destaca o boletim da Secex.

Com o fechamento de outubro próximo, a expectativa é de que as proteínas animais continuem sustentando o ritmo positivo das exportações até o fim do ano, ajudando o país a manter um dos maiores superávits comerciais da década.

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