As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 16,6 bilhões em junho de 2026, maior valor já registrado para o mês. O resultado representa crescimento de 14% em relação a junho de 2025 e correspondeu a 45,7% de todas as vendas externas do Brasil no período.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o avanço foi sustentado pela alta de 6,4% no preço médio e de 7,2% no volume exportado. Soja em grãos, carne bovina in natura, carne de frango in natura e farelo de soja deram as maiores contribuições para o crescimento da receita.
Proteínas puxam resultado
A carne bovina in natura foi o segundo principal produto da pauta do agro em junho, com receita recorde de US$ 1,8 bilhão e 279,7 mil toneladas embarcadas. Na comparação anual, o valor cresceu 39,2% e o volume avançou 16%. A China respondeu por 58,5% da receita obtida com a proteína.
A carne de frango in natura movimentou US$ 871,6 milhões, alta de 57,3%, com 420,6 mil toneladas exportadas, avanço de 44,6%. O Brasil vendeu o produto para 145 destinos, liderados por Japão, China e Emirados Árabes Unidos.

Na direção oposta, a carne suína in natura registrou receita de US$ 289,2 milhões, queda de 9,8% frente a junho de 2025. O volume recuou 5,4%, para 115,5 mil toneladas, enquanto o preço médio caiu 4,7%.
China mantém liderança
A China permaneceu como principal destino do agronegócio brasileiro no mês, com compras de US$ 6,5 bilhões, equivalentes a 39,1% das exportações do setor. O país também liderou as aquisições de soja e carne bovina.
Semestre fecha em máxima
Entre janeiro e junho, as exportações do agronegócio somaram US$ 87,1 bilhões, recorde para o primeiro semestre e crescimento de 6,2%. Apesar da máxima histórica, a participação do agro nas exportações totais brasileiras caiu de 49,5% para 47,1%, diante do avanço de 16,7% nas vendas externas dos demais setores.
No semestre, a carne bovina in natura alcançou US$ 9,1 bilhões, a carne de frango somou US$ 5 bilhões e a carne suína atingiu US$ 1,7 bilhão. As três proteínas registraram recordes em valor e volume para o período.




