As exportações brasileiras de soja devem somar 10,25 milhões de toneladas em agosto, segundo nova estimativa divulgada pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) nesta terça-feira (25). O número representa uma redução de cerca de 300 mil toneladas em relação à projeção anterior da entidade.
Apesar do ajuste, o volume previsto ainda indica crescimento significativo na comparação com agosto de 2025. Se confirmados os embarques estimados, o Brasil terá exportado 2,14 milhões de toneladas a mais de soja neste mês, reforçando o ritmo de comercialização da oleaginosa.
A movimentação externa da soja também tem impacto direto sobre a cadeia de proteína animal, especialmente pelos reflexos sobre a disponibilidade e os preços do farelo de soja, um dos principais componentes das rações utilizadas na produção de aves, suínos, bovinos e peixes.
Farelo mantém projeção
Para o farelo de soja, a Anec manteve praticamente estável a previsão de exportações em agosto, em 2,50 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de quase 500 mil toneladas em relação ao mesmo período do ano passado.
O desempenho das exportações de farelo merece atenção da indústria de proteína animal, já que o produto é uma das principais fontes de proteína utilizadas na formulação de rações. Alterações nos fluxos de exportação podem influenciar a disponibilidade doméstica e, consequentemente, os custos de alimentação dos animais.

Milho tem previsão reduzida
No milho, a Anec revisou para baixo a expectativa de embarques em agosto. A nova estimativa é de 5,45 milhões de toneladas, ante 5,63 milhões de toneladas projetadas anteriormente.
O volume também representa uma redução em relação ao mesmo mês de 2025, de aproximadamente 1,9 milhão de toneladas.
Para as cadeias de aves, suínos e outras proteínas dependentes de ração, o comportamento das exportações de milho é acompanhado de perto, principalmente pelos possíveis efeitos sobre a oferta doméstica e os preços do principal ingrediente energético das formulações.
Os dados da Anec indicam, assim, cenários distintos para os principais produtos do complexo de grãos em agosto: enquanto a soja mantém forte ritmo de exportação e o farelo avança sobre o ano anterior, o milho apresenta expectativa de embarques menor.



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