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Exportações de grãos do Brasil podem superar 20 milhões de toneladas em março

Projeções indicam forte ritmo de embarques puxado pela soja e movimentação intensa nos principais portos do país

exportações de grãos

As exportações brasileiras de grãos e derivados devem manter ritmo elevado no início de 2026. Projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indicam que os embarques totais podem alcançar cerca de 20,5 milhões de toneladas em março, impulsionados principalmente pela soja, principal item da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

Para a soja em grão, a estimativa de embarques no mês varia entre 15 milhões e 17,94 milhões de toneladas, de acordo com a programação de navios nos portos brasileiros. O intervalo reflete ajustes operacionais e logísticos ao longo do mês, mas confirma a forte presença do produto brasileiro no comércio internacional.

A logística portuária tem papel decisivo nesse desempenho. O Porto de Santos permanece como principal ponto de escoamento da soja brasileira, com previsão de embarque superior a 1,6 milhão de toneladas em apenas uma semana de operações. Outros terminais estratégicos também registram volumes relevantes, como Paranaguá, Barcarena e o complexo portuário de São Luís/Itaqui.

A demanda internacional continua concentrada no mercado asiático. Nos dois primeiros meses de 2026, a China respondeu por cerca de 71% das compras de soja brasileira. Outros destinos importantes incluem Espanha, Turquia e Tailândia, com aproximadamente 4% cada, além de Vietnã e Taiwan, que aparecem com participações menores nas aquisições.

exportações de grãos
Operação de carregamento de grãos em terminal portuário brasileiro, etapa essencial para o escoamento das exportações do agronegócio. Crédito: Reprodução.

Além da soja em grão, outros produtos também contribuem para o desempenho das exportações brasileiras. O farelo de soja deve alcançar cerca de 2,82 milhões de toneladas embarcadas em março, enquanto o milho tem projeção de 801,7 mil toneladas, volume superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

Outros itens da pauta exportadora incluem trigo, DDGS coproduto da produção de etanol de milho e sorgo. Esses produtos ampliam a diversidade da oferta brasileira no mercado internacional e contribuem para o fortalecimento da presença do país no comércio global de grãos.

O desempenho observado no início de 2026 também supera os números registrados no mesmo período de 2025. Em janeiro deste ano, por exemplo, o Brasil exportou 7,72 milhões de toneladas de grãos e derivados, frente a 6,74 milhões no primeiro mês do ano passado.

Com a colheita da soja avançando e a infraestrutura logística operando em ritmo intenso, a expectativa é de continuidade do forte fluxo de embarques ao longo do primeiro semestre, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de grãos.

Fonte: ANEC, adaptado pela equipe Feed&Food

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