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Exportações de proteínas mostram resiliência em maio

Apesar de crescimento em outras proteínas, desempenho do frango no comércio exterior fica abaixo do esperado

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

As exportações brasileiras de carne de aves registraram estabilidade em maio de 2025, enquanto outros segmentos da proteína animal avançaram com força no comércio exterior. Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média diária das exportações de carne de aves cresceu apenas 0,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, ficando em US$ 36 milhões. Já o valor total exportado no mês caiu para US$ 576 milhões — retração de mais de US$ 175 milhões em relação a maio de 2024.

A performance tímida do segmento contrasta com o crescimento expressivo da carne bovina, que avançou 23,7% na média diária e somou quase US$ 900 milhões em exportações no mês. Com isso, a participação da carne de aves nas exportações da indústria de transformação caiu de 2,5% para 2,4%.

Apesar de o Brasil continuar livre da doença em plantéis comerciais, notificações da presença do vírus em aves silvestres têm gerado cautela por parte de países importadores,

Especialistas avaliam que o resultado pode refletir o impacto indireto da influenza aviária. Apesar de o Brasil continuar livre da doença em plantéis comerciais, notificações da presença do vírus em aves silvestres têm gerado cautela por parte de países importadores, especialmente na Ásia e Europa. Além disso, exigências sanitárias adicionais e processos de certificação mais rigorosos podem ter atrasado ou limitado os embarques.

No total, as exportações da indústria de transformação cresceram 6,5% em maio, com destaque para carne bovina, veículos automóveis e celulose. Já o setor avícola, tradicionalmente um dos carros-chefe do agronegócio brasileiro, ficou praticamente estagnado, destoando da tendência geral de alta.

A continuidade ou reversão desse cenário dependerá, nas próximas semanas, da resposta dos mercados internacionais às garantias sanitárias do Brasil e da evolução dos casos de influenza aviária em aves silvestres.

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