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Exportações de carnes crescem em outubro e impulsionam saldo da balança comercial

Vendas externas de proteínas animais, especialmente carne bovina e de frango, sustentaram o avanço das exportações brasileiras no mês, que somaram US$ 31,9 bilhões

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O Brasil registrou em outubro de 2025 um dos melhores desempenhos do ano em suas exportações. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as vendas externas totalizaram US$ 31,98 bilhões, alta de 9,1% em relação a outubro de 2024, enquanto as importações somaram US$ 25,01 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 6,96 bilhões.

Entre os principais responsáveis pelo avanço das exportações está o setor de proteínas animais, que manteve ritmo acelerado de crescimento, com destaque para a carne bovina e a carne de frango, produtos que voltaram a ganhar espaço em mercados estratégicos.

Carne bovina lidera alta nas proteínas

No grupo da indústria de transformação, a carne bovina foi um dos grandes motores do comércio exterior em outubro. As vendas do produto — nas categorias fresca, refrigerada ou congelada — cresceram 40,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, o que representa um incremento de US$ 520 milhões nas receitas brasileiras.

Esse desempenho confirma a retomada do apetite internacional pela proteína vermelha brasileira, com aumentos expressivos de embarques para China (+33,4%), Itália (+61,5%) e Chile (+41,9%). A reabertura e o fortalecimento de fluxos comerciais com a Ásia e a Europa também foram decisivos para o bom resultado.

Frango ganha fôlego com demanda africana

A carne de frango, outro pilar do agronegócio brasileiro, também teve papel relevante no mês. De acordo com a Secex, as exportações de carnes de aves e miudezas comestíveis cresceram 52,1% para a África, com destaque para Egito e África do Sul, cujas compras avançaram mais de 45% em relação a outubro de 2024.

O movimento reforça o peso crescente do continente africano nas exportações do agronegócio nacional, abrindo novas oportunidades de diversificação de destinos.

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Desempenho acumulado confirma protagonismo do setor

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o Brasil exportou US$ 289,7 bilhões, aumento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024. A indústria de transformação, onde se enquadram as proteínas animais, cresceu 3,2% no acumulado do ano, com a carne bovina novamente entre os destaques — as vendas externas do produto subiram 37,7%, somando US$ 3,6 bilhões adicionais.

Além da carne bovina, outros itens de origem agropecuária apresentaram resultados positivos no período, como café não torrado (+31,9%), sementes oleaginosas (+84,3%) e animais vivos (+24,5%).

China mantém liderança entre os destinos

A China segue como principal destino das exportações brasileiras, absorvendo parte significativa das proteínas e dos grãos enviados ao exterior. Em outubro, as vendas para o país asiático cresceram 33,4%, com destaque para soja, petróleo e carne bovina.

Outros parceiros importantes também ampliaram suas compras, como Índia (+55,5%), Singapura (+29,2%) e Itália (+61,5%), refletindo a diversificação e a resiliência da pauta exportadora brasileira.

Superávit reforça peso do agronegócio

O saldo positivo da balança comercial de outubro — US$ 6,96 bilhões — foi fortemente sustentado pelas exportações agroindustriais. Os produtos do campo e da indústria alimentícia continuam desempenhando papel essencial na geração de divisas e na consolidação do Brasil como um dos maiores fornecedores globais de alimentos.

Com o avanço das vendas externas e a retomada de mercados estratégicos, especialmente para carnes bovina e de frango, o país encerra o décimo mês do ano com resultados sólidos, reforçando a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

Por Caroline Mendes

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