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Exportações de carne suína batem recorde em março e avançam mais de 30%

Embarques superam 150 mil toneladas no mês, com crescimento expressivo em volume e receita no início de 2026

exportações de carne suína

As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo recorde histórico em março de 2026, com 153,8 mil toneladas embarcadas. O volume representa um crescimento de 32,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Além do avanço em volume, a receita também alcançou patamar recorde no mês, somando US$ 361,6 milhões, alta de 30,1% frente aos US$ 278 milhões registrados em março de 2025. O desempenho reforça o cenário de forte demanda internacional pela proteína brasileira.

Crescimento consistente no trimestre

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o setor exportou 392,2 mil toneladas, aumento de 16,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram embarcadas 336,8 mil toneladas.

Em receita, o crescimento também foi relevante, com US$ 916 milhões registrados entre janeiro e março, avanço de 16,1% frente aos US$ 788,9 milhões obtidos no mesmo intervalo de 2025.

exportações de carne suína
Exportações brasileiras de carne suína atingem recorde histórico em março, impulsionadas pela forte demanda internacional. Crédito: Reprodução

Ásia lidera demanda internacional

As Filipinas se mantiveram como principal destino da carne suína brasileira, com 48,9 mil toneladas importadas em março, volume 80,7% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. O país asiático segue como destaque na expansão da demanda.

Na sequência aparecem Japão, com 18,2 mil toneladas (+85,8%), China, com 12,7 mil toneladas (-9,5%), Chile, com 10,6 mil toneladas (+26,1%) e Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-29,4%). O desempenho reforça a centralidade dos mercados asiáticos nas exportações brasileiras.

Produção nacional sustenta avanço

Entre os estados exportadores, Santa Catarina lidera os embarques, com 71 mil toneladas exportadas em março, crescimento de 21,5% na comparação anual. O estado mantém posição estratégica na cadeia produtiva.

Na sequência estão Rio Grande do Sul, com 43,3 mil toneladas (+71,4%), Paraná, com 21,4 mil toneladas (+10,5%), Minas Gerais, com 4,8 mil toneladas (+69%) e Mato Grosso, com 4,2 mil toneladas (+37,8%).

O desempenho regional evidencia a capacidade produtiva do país em atender à crescente demanda internacional, sustentando o avanço das exportações ao longo do início de 2026.

Fonte: ABPA, adaptado pela equipe Feed&Food

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