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Exportações de carne bovina dos EUA reagem em dezembro, mas fecham ano em queda

Embarques atingem maior volume em oito meses, enquanto impasse comercial com a China limita desempenho anual

exportações carne bovina EUA

As exportações de carne bovina dos Estados Unidos registraram em dezembro o melhor desempenho desde abril, encerrando o ano com sinais de recuperação pontual. Ainda assim, o acumulado de 2025 foi marcado por retração nas remessas, reflexo principalmente das restrições no acesso ao mercado chinês.

De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), compilados pela Federação de Exportadores de Carne dos EUA (USMEF), os embarques de dezembro somaram 98.595 toneladas, recuo de 10,5% na comparação anual, mas o maior volume registrado desde abril. Em valor, as exportações alcançaram US$ 809,2 milhões, queda de 10% frente ao mesmo mês do ano anterior.

O desempenho mensal foi sustentado por avanços em mercados como Taiwan, Oriente Médio, ASEAN, Caribe, América do Sul e Hong Kong. As vendas para o Japão permaneceram estáveis, enquanto Coreia do Sul, México e Canadá registraram recuo moderado. A China, no entanto, manteve participação mínima nas compras, anulando parte dos ganhos obtidos em outras regiões.

exportações carne bovina EUA
Mercado internacional acompanha desempenho das exportações de carne bovina dos Estados Unidos, impactadas por restrições comerciais com a China. Crédito: Reprodução

Ao desconsiderar o mercado chinês, as exportações norte-americanas de dezembro apresentaram crescimento de 4% em volume e 6% em valor na comparação anual, indicando que a demanda global permanece consistente onde o produto mantém acesso regular.

No acumulado do ano civil, as exportações totalizaram 1,14 milhão de toneladas, queda de 12% em volume frente a 2024. Em receita, o recuo foi de 11%, somando US$ 9,33 bilhões. Sem a China na conta, a redução anual seria mais moderada: 3% em volume e 0,4% em valor.

Segundo Dan Halstrom, presidente e CEO da USMEF, a demanda internacional pela carne bovina dos EUA se manteve resiliente, mesmo diante da oferta restrita e de entraves comerciais. O executivo afirmou que o setor aguarda avanços na normalização do acesso ao mercado chinês para ampliar o potencial das exportações e maximizar o valor agregado por animal.

O desempenho norte-americano é acompanhado de perto pelo mercado global de proteína animal, incluindo o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina. Movimentos nos fluxos comerciais dos EUA podem influenciar preços internacionais, competição por mercados estratégicos e dinâmicas de oferta em países importadores.

Fonte: USDA e USMEF, adaptado pela equipe Feed&Food

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