Mato Grosso registrou desempenho histórico nas exportações de carne bovina no início de 2026. De acordo com boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o estado alcançou em fevereiro o maior volume e faturamento já registrados para o mês, impulsionado pela forte demanda internacional e pela valorização do produto brasileiro no mercado global.
No período, foram exportadas 86,42 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), resultado que representa crescimento de 4,04% em relação a janeiro e avanço de 74,99% na comparação com fevereiro de 2025. O desempenho reforça o papel do estado como um dos principais polos exportadores de carne bovina do país.
O faturamento acompanhou o crescimento dos embarques. As vendas externas somaram US$ 380,03 milhões, estabelecendo um recorde histórico para o mês de fevereiro. O valor representa aumento de 6,62% frente a janeiro e expansão de 99,61% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Outro indicador relevante foi o preço médio da carne bovina exportada, que atingiu US$ 4.397,65 por tonelada equivalente carcaça. O patamar é o mais alto dos últimos três anos e reflete o fortalecimento da demanda internacional pela proteína animal brasileira.

Mesmo com o avanço das exportações, o número de abates apresentou recuo em fevereiro. Ao todo, foram abatidas 566,58 mil cabeças de bovinos em Mato Grosso, queda de 11,61% em relação a janeiro. Ainda assim, o resultado representa o segundo maior volume histórico para o mês.
A composição do abate indica mudança no perfil da oferta de animais. Os machos representaram 266,92 mil cabeças, o equivalente a 47,11% do total, com retração de 19,23%. Já as fêmeas somaram 299,66 mil cabeças, ou 52,89% do total, registrando queda mais moderada de 3,51%.
No mercado interno, a menor disponibilidade de animais contribuiu para a valorização da arroba do boi gordo. Em Mato Grosso, o preço médio a prazo atingiu R$ 334,14 por arroba, alta semanal de 1,65%. A escala média de abate também avançou para 9,67 dias úteis, indicando maior disputa por animais terminados.
Além das condições de oferta e demanda, fatores externos também entram no radar do setor. Questões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, podem influenciar os custos logísticos das exportações nos próximos meses, elevando o preço do frete marítimo e impactando rotas comerciais estratégicas.
Com demanda internacional firme e oferta de animais mais ajustada, o desempenho das exportações de carne bovina segue como um dos principais indicadores da competitividade do setor pecuário brasileiro no comércio global.
Fonte: IMEA, adaptado pela equipe Feed&Food
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