O Brasil registrou em fevereiro de 2026 um novo recorde nas exportações de proteína animal, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam crescimento nos embarques de carne de frango, carne suína e ovos, tanto em volume quanto em receita, impulsionados pela forte demanda internacional.
No segmento de carne de frango, os embarques alcançaram 493,2 mil toneladas, estabelecendo o maior volume já registrado para um mês de fevereiro. O resultado representa aumento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Em termos de faturamento, as exportações geraram US$ 945,4 milhões, avanço de 8,6% na comparação anual.
Entre os destinos, a China voltou a ocupar a liderança entre os principais compradores da proteína brasileira. Emirados Árabes Unidos e Japão aparecem na sequência entre os maiores mercados para o produto. O desempenho reflete a retomada da demanda internacional e a ampliação de mercados compradores para o setor.

A carne suína também apresentou avanço nas vendas externas. Em fevereiro, o Brasil exportou 122,1 mil toneladas do produto, volume 6,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A receita das exportações somou US$ 284,1 milhões, com forte participação de mercados asiáticos.
As Filipinas consolidaram-se como o principal destino da carne suína brasileira no período, com crescimento de 77,4% nas importações em relação ao ano anterior. Entre os estados exportadores, Santa Catarina segue na liderança nacional, enquanto Rio Grande do Sul e Paraná também registraram avanços expressivos nos embarques.
O setor de ovos acompanhou a tendência positiva das proteínas animais. Em fevereiro, os embarques cresceram 16,3%, enquanto a receita avançou 25,1% em relação ao mesmo mês de 2025. O Chile liderou as compras do produto brasileiro, registrando aumento superior a 150% nas importações.
Para o setor produtivo, os resultados indicam fortalecimento da presença do Brasil no comércio internacional de alimentos. A ampliação de mercados e a competitividade da produção nacional contribuem para consolidar o país como fornecedor estratégico de proteína animal no cenário global.
Fonte: ABPA, adaptado pela equipe Feed&Food
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