Publicidade

Conteúdo

Estoques elevados de soja e safra abundante de milho freiam altas nos preços brasileiros

Apesar de recordes na produção e exportação, estoques de passagem elevados para a soja e a oferta global recorde de milho exercem pressão sobre as cotações internas
Por Caroline Mendes
Compartilhe este post

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

Publicidade

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o mercado brasileiro de grãos segue pressionado por fatores de oferta. No caso da soja, mesmo com expectativas recordes para exportações e esmagamento, os elevados estoques de passagem da safra 2024/25 têm limitado o avanço das cotações internas. Já para o milho, a produção global recorde reforça a tendência de queda nos preços no Brasil.

Segundo a Conab, os estoques de passagem de soja estão estimados em 3,9 milhões de toneladas, mais de quatro vezes o volume final da temporada anterior. Apesar disso, as perspectivas de exportação seguem em ritmo forte: o USDA projeta embarques brasileiros de 102,1 milhões de toneladas entre outubro de 2024 e setembro de 2025, enquanto a Conab prevê 106,3 milhões de toneladas no ano civil de 2025 — ambos números recordes. O esmagamento também deve atingir patamares históricos, próximo de 57 milhões de toneladas, sustentado por uma produção nacional estimada em cerca de 170 milhões de toneladas.

soja
Segundo a Conab, os estoques de passagem de soja estão estimados em 3,9 milhões de toneladas, mais de quatro vezes o volume final da temporada anterior

No mercado de milho, o USDA projeta a safra norte-americana de 2025/26 em 425,25 milhões de toneladas, enquanto a brasileira deve alcançar 131 milhões de toneladas, também recorde. Com isso, a produção global deve atingir 1,28 bilhão de toneladas, frente a 1,22 bilhão no ciclo anterior. Já a Conab aponta que a colheita de milho no Brasil em 2024/25 chegou a 137 milhões de toneladas, 18% acima da temporada anterior, reforçando a ampla oferta disponível.

Essa abundância de produto tem pressionado os preços no mercado interno. Além da expectativa de desvalorizações mais acentuadas, compradores adotam postura cautelosa, postergando aquisições diante de dificuldades de armazenagem e da necessidade de liquidez para quitar dívidas típicas dos meses de agosto e setembro.

LEIA TAMBÉM:

Coreia do Sul, Angola e Catar retiram restrições à carne de aves do Brasil

Soja sobe e milho recua no mercado brasileiro, aponta Cepea

Setor de proteína animal gera US$ 1,92 bilhão a mais nas exportações até julho

Você está em:

Compartilhar

Publicidade

Leia mais sobre :