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Dia Mundial da Saúde: o papel da proteína animal em uma alimentação equilibrada

Como o consumo de proteínas contribui para a nutrição humana e por que a biosseguridade garante alimentos mais seguros e saudáveis

No Dia Mundial da Saúde comemorado hoje, 7 de abril, a alimentação equilibrada ganha ainda mais destaque. Entre os nutrientes essenciais para o organismo, a proteína animal tem um papel fundamental, sendo reconhecida por organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como um dos pilares de uma dieta saudável.

Além de fornecer nutrientes indispensáveis, como aminoácidos essenciais, vitaminas e minerais, a qualidade da proteína consumidos está diretamente ligada ao cuidado com os animais e ao rigor das normas sanitárias. No Brasil, um dos maiores produtores de proteína animal do mundo, a biosseguridade e a rastreabilidade asseguram que o alimento que chega à mesa seja seguro e nutritivo.

Leticia Moreira é nutricionista e especialista
em dieta carnívora. Foto divulgação.

A importância da proteína animal

Segundo a FAO, entre 10% e 15% das calorias diárias devem vir das proteínas. Ao mesmo tempo, a OMS defende que uma dieta saudável deve ser adequada, equilibrada, moderada e diversificada, o que significa incluir alimentos de diferentes grupos, como carnes, peixes, frutas e vegetais.

Um bom exemplo é o ovo. Seu consumo tem crescido globalmente, e o Brasil se destaca nesse cenário. De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo nacional per capita deve atingir 265 unidades por habitante, alta de 1% em relação a 2024.

Segundo a nutricionista e especialista em dieta carnívora Leticia Moreira, uma alimentação baseada em proteína animal, quando bem planejada, pode trazer benefícios significativos para a saúde e o desempenho. “A proteína animal não só é essencial para a recuperação e manutenção muscular, mas também oferece uma gama de nutrientes que suportam a saúde geral e o desempenho cognitivo”, afirma.

Rica em aminoácidos essenciais, a proteína animal contribui para o crescimento e manutenção muscular, sendo crucial tanto para atletas quanto para quem busca preservar a massa magra ao longo da vida. Além disso, conforme mencionou a nutricionista, “as proteínas animais são ricas em nutrientes como ferro heme, zinco e vitaminas B, que são mais biodisponíveis do que suas contrapartes vegetais. A carne é uma fonte rica de nutrientes que suportam a saúde cerebral, como a vitamina B12 e os ácidos graxos ômega-3, que são importantes para a função cognitiva e a saúde mental”, explicou. 

Quanto à escolha dos produtos, Letícia disse que esse é um ponto crucial para maximizar os benefícios nutricionais. Além disso, reforçou que é importante variar as fontes de proteína animal, incluindo cortes diferentes de carne e diferentes tipos de carnes no geral como peixe, frango, porco, frutos do mar, para garantir uma ingestão diversificada de nutrientes.

Biosseguridade

Para garantir que esses produtos de origem animal sejam seguros para o consumo, o Brasil segue um dos mais rigorosos sistemas de inspeção sanitária do mundo. O Serviço de Inspeção Federal (SIF), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), certifica produtos de origem animal destinados tanto ao mercado interno quanto à exportação.

Atualmente, segundo o relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA 2024), o Brasil conta com 87 frigoríficos de suínos, 137 de aves e quase 500 estabelecimentos certificados na produção de ovos, promovendo a segurança alimentar e atendendo às normas sanitárias internacionais.

Para o professor Lúcio Francelino, da USP Pirassununga,
biosseguridade não é custo, é investimento. Foto: FeedFood

A biosseguridade, que inclui medidas preventivas para evitar doenças nos rebanhos, é um dos fatores mais críticos nesse processo. O professor Lúcio Francelino, da USP Pirassununga, alertou durante o evento da APA 2025 que, apesar do status sanitário invejável do Brasil, a vigilância deve ser constante. “Se descuidarmos, podemos perder mercados importantes. A biosseguridade não é custo, é investimento”, reforçou.

Jackelyne Soares Bisi é médica veterinária,
especialista em produção avícola e saúde coletiva.
Foto: Divulgação.

A médica veterinária Jackelyne Soares Bisi, especialista em produção avícola e saúde coletiva, explicou no artigo “Caminhos para garantir a segurança alimentar na produção avícola” que as exigências do mercado global impulsionaram mudanças na legislação brasileira, tornando-a mais rigorosa e garantindo bem-estar animal, segurança alimentar e sustentabilidade.

“A melhoria na legislação criou um ambiente mais seguro e controlado, beneficiando toda a cadeia produtiva e atendendo à crescente demanda dos consumidores por produtos mais confiáveis”, afirmou Jackelyne.

A segurança alimentar e a saúde humana estão diretamente ligadas à qualidade da produção animal. No Brasil, medidas rigorosas de controle sanitário garantem um alimento mais seguro para a população e reforçam a posição do país como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.

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