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Demanda aquecida sustenta preços da soja no Brasil

Negociações seguem firmes no mercado interno e externo, mas ampla oferta global limita altas mais expressivas nas cotações

As negociações de soja em grão seguem aquecidas no Brasil, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada em 15 de junho. O movimento tem dado sustentação às cotações no mercado nacional, impulsionado pela demanda externa e pela maior atuação de indústrias brasileiras nas compras.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a depreciação do Real frente ao dólar também aumentou a atratividade da soja brasileira. O câmbio mais favorável às exportações contribuiu para manter o ritmo dos negócios, em um cenário de interesse comprador tanto no mercado externo quanto no doméstico.

Indicador da soja Cepea/Esalq no Paraná fechou a R$ 124,69/sc em 12 de junho, com queda diária de 0,83% e alta mensal de 0,37%. Crédito: Reprodução

Oferta global limita avanços

Apesar do ambiente de negociações firmes, a ampla oferta mundial de soja tem limitado altas mais expressivas nos preços. A avaliação considera as estimativas mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reajustou para cima a projeção de produção global da safra 2025/26.

Segundo o USDA, a produção mundial de soja deve atingir o recorde de 429,2 milhões de toneladas. O volume é 0,4% superior ao projetado anteriormente e 0,3% acima do registrado na temporada passada.

Indicador da soja Cepea/Esalq em Paranaguá fechou a R$ 129,85/sc em 12 de junho, com queda diária de 1,46% e recuo mensal de 0,21%. Crédito: Reprodução

Brasil segue como principal exportador

Entre os principais produtores globais, o Brasil deve colher 180 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, conforme projeção do USDA. O número fica ligeiramente abaixo da estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta produção de 180,25 milhões de toneladas.

Na Argentina, a projeção de produção foi elevada para 50 milhões de toneladas, avanço de 4,2% frente à estimativa de maio. Ainda assim, o volume esperado permanece 2,2% inferior ao produzido na safra anterior.

O Brasil segue projetado como o principal exportador mundial de soja na safra 2025/26, referente ao período de outubro de 2025 a setembro de 2026. De acordo com o USDA, os embarques brasileiros devem alcançar 115 milhões de toneladas.

Com isso, o mercado brasileiro de soja permanece sustentado pelo ritmo intenso de negócios e pelo câmbio, enquanto a oferta global elevada atua como fator de contenção para avanços mais fortes nas cotações.

Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food

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