As negociações de soja em grão seguem aquecidas no Brasil, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada em 15 de junho. O movimento tem dado sustentação às cotações no mercado nacional, impulsionado pela demanda externa e pela maior atuação de indústrias brasileiras nas compras.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a depreciação do Real frente ao dólar também aumentou a atratividade da soja brasileira. O câmbio mais favorável às exportações contribuiu para manter o ritmo dos negócios, em um cenário de interesse comprador tanto no mercado externo quanto no doméstico.

Oferta global limita avanços
Apesar do ambiente de negociações firmes, a ampla oferta mundial de soja tem limitado altas mais expressivas nos preços. A avaliação considera as estimativas mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reajustou para cima a projeção de produção global da safra 2025/26.
Segundo o USDA, a produção mundial de soja deve atingir o recorde de 429,2 milhões de toneladas. O volume é 0,4% superior ao projetado anteriormente e 0,3% acima do registrado na temporada passada.

Brasil segue como principal exportador
Entre os principais produtores globais, o Brasil deve colher 180 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, conforme projeção do USDA. O número fica ligeiramente abaixo da estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta produção de 180,25 milhões de toneladas.
Na Argentina, a projeção de produção foi elevada para 50 milhões de toneladas, avanço de 4,2% frente à estimativa de maio. Ainda assim, o volume esperado permanece 2,2% inferior ao produzido na safra anterior.
O Brasil segue projetado como o principal exportador mundial de soja na safra 2025/26, referente ao período de outubro de 2025 a setembro de 2026. De acordo com o USDA, os embarques brasileiros devem alcançar 115 milhões de toneladas.
Com isso, o mercado brasileiro de soja permanece sustentado pelo ritmo intenso de negócios e pelo câmbio, enquanto a oferta global elevada atua como fator de contenção para avanços mais fortes nas cotações.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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