O Brasil desponta como um dos principais protagonistas mundiais no setor de bioinsumos, impulsionado por sua agricultura robusta, rica biodiversidade e um marco regulatório em modernização. O uso deles proporciona economias bilionárias, reduz a dependência de fertilizantes químicos e pesticidas e contribui para a agricultura regenerativa ao melhorar a qualidade do solo, reduzir emissões de carbono e apoiar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável/ODS voltados ao combate da degradação ambiental, erradicação da fome e pobreza e promover a paz, dentre outros.
Nos três últimos anos, o mercado brasileiro cresceu em média 21% ao ano – quatro vezes mais que a média global – com predominância em soja (55%), milho (27%) e cana-de-açúcar (12%), cujo avanço ganhou novo impulso com a Lei nº 15.070/2024, que regulamenta a produção, registro, comercialização e fiscalização dos bioinsumos. Além de oferecer incentivos fiscais, crédito rural e assistência técnica, o repertório introduz definições claras (tais como “biofábrica”, e “inóculo”), simplifica o registro para produtos semelhantes já existentes e, sobretudo, permite a produção na propriedade (on farm) de bioinsumos microbianos para uso próprio, sem exigência de registro completo.
Esse novíssimo marco consolida o papel dos bioinsumos como vetores da bioeconomia, da inovação e da transição agroecológica, classificando-os como biofertilizantes, que fornecem nutrientes e substâncias benéficas; bioestimulantes, que fortalecem a fisiologia vegetal; e inoculantes, compostos por microrganismos vivos que promovem o crescimentos das plantas. O sucesso do uso de Bradyrhizobium na soja, por exemplo, ilustra o potencial da tecnologia, já que 90% do nitrogênio da cultura vem dessa simbiose, e mais de 120 milhões de doses são comercializadas anualmente, das quais 90% destinadas à soja.
Leia a coluna completa na edição 223 da revista Feed&Food.

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