Feed & Food
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Curso TIP Brasil 2026: busca por maior eficiência e rentabilidade impulsiona a adoção de tecnologias mais estratégicas na pecuária de corte

Evento está sendo realizado em Goiânia (GO) e hoje foram debatidas as práticas de manejo, os desafios sanitários e o bem-estar animal.

O Curso TIP Brasil 2026, que está sendo realizado em Goiânia (GO), promovido pela Coan Consultoria e Academia da Pecuária, com apoio da APTA Regional de Colina/SP está apresentando os principais destaques sobre a Terminação Intensiva a Pasto (TIP). O objetivo do evento é ampliar o entendimento sobre como é possível aumentar a produtividade, a eficiência e a rentabilidade dos sistemas de produção.

Os temas do segundo dia foram os Impactos da correção do solo, adubação e nível de suplementação na eficiência produtiva da TIP, com o professor Adilson Paula de Almedia Aguiar / Consupec, Como maximizar a eficiência dos sistemas de pastejo contínuo, alternado e rotacionado na TIP?, com o Prof. Dr. Moacyr Corsi, Eng. Agrônomo – Professor Titular da ESALQ/USP, Como a genética e tamanho corporal interferem nas métricas zootécnicas do sistema de TIP?, com o Prof. Dr. José Bento S. Ferraz, Professor Titular FZEA/USP – Pirassununga/SP, Como construir carcaças pesadas, eficientes e precoces ao abate?, com o Prof. Rodrigo Goulart, com o Médico Veterinário, Professor do Departamento de Zootecnia da FZEA/USP, Instalações e projetos de TIP para maximizar a eficiência produtiva. Paulo Cesar dos Santos – Sócio-Proprietário da AMP Desenho Industrial, Como as práticas de manejo na TIP interferem no bem-estar animal?, com a Profa. Dra. Fernanda Macitelli Benez – UFMT / Co-Fundadora da BE.Animal, Desafios sanitários na TIP: como construir resultados de excelência?, com José Zambrano – Médico Veterinário, Diretor da SARE, Sanidade de Rebanho, como a estratégia de recria influência na produção do boi magro com 14@s?, com o Prof. Dr. Gustavo Rezende Siqueira, Zootecnista e Pesquisador da Apta/Colina – SP e o último tema do dia foi TIP de machos e fêmeas: qual a eficiência técnica e econômica nas águas e secas?, com o Prof. Dr. Flávio Dutra de Resende, Zootecnista, D.Sc – Diretor da Apta/Colina – SP.

O objetivo do evento é ampliar o entendimento sobre como é possível aumentar a produtividade, a eficiência e a rentabilidade dos sistemas de produção.

Segundo Rogério Coan, diretor da Coan Consultoria a tecnologia da TIP é a tecnologia que mais cresce no Brasil, até muito mais do que o confinamento. “Vamos dizer que a expectativa esse ano é confinar por volta de 9,8 até 10 milhões de cabeças. A gente sabe que a TIP já está em um patamar muito alto. É um patamar muito alto. Ela cresce porque ela é democrática. É uma tecnologia fácil de se implementar. Qualquer pecuarista que tem lá 5, 10, 15, 20, 50 hectares, ele pode usar a tecnologia”, afirmou.

A TIP hoje, de acordo com Coan, evoluiu tanto em termos de nutrição na tecnologia, aditivos, critério de formulação, que ela entrega um resultado muito semelhante ao confinamento. “Só que com um custo de produção muito mais baixo. Enquanto no confinamento você está fazendo quatro, seis tratos, você envolve uma estrutura enorme, depreciação, mão de obra, aquela operação de guerra, a TIP, você com um coxo bem dimensionado, você fornece ração uma vez por dia”, disse. “Então você consegue ter um custo de produção mais competitivo e você ganha na escala quanto mais cabeças você coloca para o hectare”, afirmou.

Moacyr Corsi destacou que a TIP é uma tecnologia que está implantada já no sistema de produção de bovinos. “E ela evidentemente trabalha com dois fatores que são muito importantes e a TIP contempla esses dois fatores corretamente, que é o pasto, por isso que se chama TIP, Terminação Intensiva Pasto, e o uso de concentrado gradativo para que a gente possa ter o desempenho do animal e ao mesmo tempo garantir a quantidade de forragem suficiente para que haja um”, afirmou.

De acordo com ele, é necessário um equilíbrio nutricional ao animal. “É importante um equilíbrio ruminal adequado para que o animal não tenha problemas como acidose, por exemplo. Quando ele só consumiria concentrado, ele poderia ter esse problema por falta da adesão de fibras na dieta”, destacou. “Se o produtor já estava acostumado com o pasto, está entrando um novo componente agora no sistema de produção, que é o concentrado. “Então, normalmente se pensa no concentrado. E a mensagem que eu pretendia dar nessa apresentação é de que nós precisamos, cada vez mais, usar o pasto como sendo uma medida de equilíbrio entre o uso do concentrado e o uso da forragem”, disse. “Esse equilíbrio é muito importante para que eu tenha uma saúde ruminal melhor e também eu possa ter uma economia no sistema se eu posso contribuir com a pastagem no desempenho do animal”, destacou.

Rodrigo Goulart explicou em sua apresentação a importância de uma fêmea gestante bem nutrida, de elevar os índices reprodutivos e zootécnicos em uma fazenda de cria e, acima de tudo, ter um custo baixo de produção. “Durante sua vida, a fêmea passa por desafios fisiológicos, na produção de leite, gestação e desafios meio ambientais como seca em torno de 6 a 7 meses, com falta de nutrientes, de pasto disponível, então ela perde nutrientes ao longo da vida dela. Precisamos criar alternativas para evitar que ela perca peso”, disse.

A Terminação Intensiva a Pasto permite antecipar o abate, melhorar o giro de capital e reduzir a idade dos animais, fatores diretamente ligados ao aumento da eficiência produtiva. Além disso, contribui para a diluição de custos fixos e melhor aproveitamento das áreas, especialmente durante o período das águas, quando há maior disponibilidade de forragem.

A TIP tem se consolidado como uma estratégia importante na bovinocultura moderna, especialmente em países com forte vocação para a produção de carne a pasto, como o Brasil. Esse sistema consiste em intensificar o ganho de peso dos animais ainda em regime de pastejo, utilizando suplementação nutricional estratégica, manejo adequado das pastagens e, muitas vezes, alta lotação. Sua importância está diretamente ligada à capacidade de aumentar a produtividade por área, reduzir o tempo de abate e melhorar a eficiência do sistema produtivo sem depender exclusivamente de confinamentos.

A Terminação Intensiva a Pasto (TIP) é um sistema de produção pecuária que busca acelerar o ganho de peso dos animais ainda em regime de pastagem, combinando o uso de forragens de alta qualidade com suplementação alimentar estratégica. Diferente do confinamento tradicional, em que os animais são mantidos em currais e alimentados exclusivamente com ração, a TIP mantém o gado no pasto, mas com uma dieta reforçada para maximizar o desempenho produtivo em um curto período, geralmente na fase final de engorda.

Esse sistema tem ganhado destaque na pecuária moderna por sua capacidade de aumentar a eficiência produtiva sem exigir investimentos tão elevados quanto o confinamento. A TIP permite melhor aproveitamento das pastagens, redução da idade de abate e maior giro de capital, fatores essenciais para tornar a atividade mais rentável e competitiva. Além disso, quando bem manejada, contribui para a sustentabilidade, pois reduz a pressão por abertura de novas áreas e melhora a produtividade por hectare.

A importância da Terminação Intensiva a Pasto também está ligada à qualidade da carne produzida. Com uma nutrição adequada e balanceada, os animais apresentam melhor acabamento de carcaça, maior marmoreio e padrão mais uniforme, características valorizadas pelo mercado consumidor. Isso possibilita ao produtor acessar mercados mais exigentes e, muitas vezes, obter melhores preços por seus produtos.

Para que o sistema funcione de forma eficiente, é fundamental que o produtor esteja atento a alguns pontos-chave. O manejo das pastagens deve ser rigoroso, garantindo oferta e qualidade de forragem compatíveis com o nível de suplementação. A escolha dos suplementos, o controle do consumo e o monitoramento do desempenho dos animais são fatores determinantes para o sucesso da TIP. Além disso, a sanidade do rebanho e o manejo adequado da lotação também precisam ser cuidadosamente planejados.

A adoção da Terminação Intensiva a Pasto exige conhecimento técnico e acompanhamento constante. Embora seja uma alternativa promissora, não se trata de uma solução automática: o sucesso depende da integração entre nutrição, manejo e planejamento. Produtores que investem em capacitação e utilizam ferramentas de gestão tendem a obter melhores resultados, aproveitando ao máximo os benefícios que esse sistema pode oferecer.

LEIA TAMBÉM:

Curso TIP Brasil 2026 destaca eficiência na pecuária

Suplementação mineral ajuda rebanho na seca e no inverno

Saúde animal ganha protagonismo na produção de alimentos seguros

Você está em
Texto 100%