Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

Cultura do cuidado: o capricho como ferramenta de gestão e lucro na pecuária

Mais do que estética, o zelo no dia a dia da fazenda molda equipes engajadas, melhora a eficiência e valoriza a marca da propriedade

Na pecuária, onde margens apertadas desafiam até os gestores mais experientes, um ingrediente frequentemente subestimado pode ser o divisor de águas entre lucro e prejuízo: o capricho. Não se trata de luxo ou estruturas sofisticadas, mas de cuidado. De uma fazenda que, mesmo simples, comunica organização, propósito e cultura em cada detalhe.

O capricho está em uma porteira que se fecha com leveza, na cerca firme, na casa de funcionários limpa e funcional. Manifesta-se na oficina com ferramentas organizadas, no depósito sem entulho, no trator limpo após o serviço. São gestos pequenos, mas que transmitem uma mensagem poderosa: “aqui, a gente faz bem-feito”.

Essa mentalidade reflete diretamente na produtividade. Quando a liderança cuida da estrutura, os colaboradores percebem, retribuem com zelo e passam a tratar os recursos como se fossem seus. O resultado aparece em menor desperdício, menos quebras e maior eficiência – ou seja, mais lucro.

Welton Cabral, CEO da Gesta’up Company e zootecnista com ampla experiência na consultoria de fazendas pelo país, costuma dizer que “capricho é cultura, e cultura gera resultado”. Em eventos e treinamentos, como a imersão realizada em Cuiabá, ele destaca: “Não adianta querer que o vaqueiro cuide da motoniveladora se o barracão parece um ferro-velho. O capricho precisa começar de cima”.

Fazendas que adotam essa filosofia ganham não só em eficiência, mas também em reputação. Visitantes, técnicos e compradores percebem quando há zelo – e isso abre portas. “A mensagem é dada na entrada, a partir da porteira. Dali até a sede, você já entende a cultura da fazenda”, reforça Welton.

Em um cenário cada vez mais competitivo, talvez o maior diferencial não esteja nas tecnologias mais caras, mas na simplicidade bem feita. O capricho silencioso que, dia após dia, transforma atitude em resultado.

Fonte: Verbalize – Comunicação Estratégica, adaptado pela equipe FeedFood

LEIA TAMBÉM:

Plano Safra 2025/26 é tema de audiência pública no Senado

Enquanto Kuwait amplia restrição, Namíbia afrouxa medida contra carne de frango brasileira

CNA solicita que Comissão Europeia investigue boicote de varejistas franceses à carne brasileira

Você está em
Texto 100%