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Corrente de comércio brasileira atinge US$ 540,8 bilhões até a 1ª semana de novembro

Superávit acumulado de US$ 54,2 bilhões reflete o bom desempenho das exportações e reforça a competitividade do agro brasileiro no mercado global

Agronegócio,Comércio Exterior

A corrente de comércio do Brasil — soma de exportações e importações — alcançou US$ 540,8 bilhões até a primeira semana de novembro de 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa exportações de US$ 297,5 bilhões e importações de US$ 243,3 bilhões, com superávit comercial de US$ 54,2 bilhões no período.

Somente na primeira semana de novembro, o superávit foi de US$ 1,8 bilhão, impulsionado por exportações que somaram US$ 7,8 bilhões frente a US$ 5,9 bilhões em importações. O desempenho confirma o ritmo positivo do comércio exterior brasileiro, sustentado principalmente pelo setor agropecuário e pela indústria de transformação.

Em comparação ao mesmo período do ano passado, a média diária das exportações do agronegócio registrou alta de 42,2%, enquanto os produtos da indústria de transformação cresceram 10,7%. Já a indústria extrativa apresentou retração de 22,7%.

O avanço das vendas externas do agro reflete o bom momento das exportações de proteínas animais, que seguem fortalecendo a presença do Brasil em mercados estratégicos. Com maior capilaridade nos embarques e aumento na demanda internacional, os setores de carne suína, bovina e de aves têm contribuído de forma significativa para o superávit da balança comercial.

Para o setor produtivo, o resultado é sinal de estabilidade e oportunidade. A expansão das exportações ajuda a equilibrar custos de produção, sustentar investimentos e ampliar o acesso a novos mercados. Ao mesmo tempo, o bom desempenho da corrente de comércio contribui para a previsibilidade cambial e melhora as condições logísticas para o escoamento da produção.

O cenário reforça a competitividade do Brasil como potência agroexportadora e consolida o papel do agronegócio na balança comercial, combinando eficiência produtiva e presença internacional crescente.

Fonte: MDIC, adaptado pela equipe FeedFood.

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