A COP 30, realizada na Amazônia, embora não tenha alcança-
do todos os objetivos traçados, reflexo da crise por que passa o multirateralismo e as profundas diferenças de interesses e de visão de vários países sobre a dimensão da crise climática, ela resultou em compromissos importantes, como:
- A decisão de triplicar os recursos para financiar a transição energética e mitigar os efeitos adversos do clima;
- O lançamento do Tropical Forest Forever Facility (TFFF), um fundo de investimento global para financiar a preservação das florestas tropicais;
- O compromisso de elaboração do mapa do caminho para a transição energética e o desmatamento zero;
- E a inclusão dos povos originários como estratégicos para a preservação das florestas;
E para o setor da pesca e aquicultura, esta COP representou um MARCO. Pela primeira vez na história das COP, a produção de alimentos aquáticos foi incluída na agenda oficial, fruto de uma articulação feita pelo Brasil, a partir das discussões realizadas no IFC Amazônia e consolidadas na Carta de Belém, e que seguiu-se com uma eficiente articulação do Ministério da Pesca e da FAO junto ao comando
da COP, da qual também participei.
Nunca se discutiu tanto a pesca e aquicultura quanto nesta COP. Foram mais de 30 painéis tratando do tema. Em um dos painéis apresentamos a Carta de Belém e posteriormente a entregamos às principais autoridades, entre elas, o Presidente da COP, André do Lago.
Leia a coluna completa na edição 224 da revista Feed&Food.

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