A carne suína vem consolidando espaço no mercado interno e ampliando sua participação no consumo das famílias brasileiras. Projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aponta crescimento aproximado de 2,5% no consumo per capita em 2026, com estimativa próxima de 19,5 quilos por habitante ao ano.
O avanço confirma uma trajetória de expansão observada nos últimos anos. Em 2010, o consumo per capita estava em torno de 14 quilos por habitante. Desde então, o aumento acumulado gira em torno de 35%, refletindo mudanças no perfil de consumo e maior inserção da proteína no cardápio cotidiano.
Entre os fatores que impulsionam esse movimento estão o custo-benefício em relação a outras proteínas, a diversidade de cortes disponíveis e a ampliação de produtos voltados à praticidade. A adaptação do portfólio no varejo tem contribuído para tornar a carne suína mais presente nas refeições semanais.

O setor produtivo avalia que a oferta de cortes porcionados, linhas fatiadas e produtos prontos ou de preparo rápido tem dialogado com novos hábitos alimentares, marcados por menor tempo disponível para cozinhar e maior busca por conveniência.
Além dos cortes in natura, os industrializados vêm ganhando espaço. Presuntaria, linguiças e mortadelas ampliaram participação no volume comercializado, refletindo investimentos da indústria em modernização e automação, além de estratégias para atender diferentes perfis de consumidores e regiões do país.
O fortalecimento do mercado interno também contribui para reduzir a dependência das exportações em momentos de volatilidade internacional, garantindo maior estabilidade à cadeia produtiva.
A tendência para 2026 indica continuidade desse movimento, com crescimento gradual do consumo e consolidação da carne suína como opção frequente nas refeições domésticas.
Fonte: ABPA, adaptado pela equipe Feed&Food
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