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CNA e Faep testam tecnologia de classificação automatizada de soja no Paraná

Projeto conta com o apoio do HUB CNA de Inovação, que coordena a parceria com empresas de tecnologia
Por Caroline Mendes
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), promoveu uma série de testes de campo com um equipamento de classificação automatizada de soja.

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A iniciativa tem como objetivo reduzir a subjetividade na classificação de grãos e validar tecnologias que tragam mais precisão ao processo.

Os testes começaram em 3 de outubro, na Cooperativa Cooperante, em Campo do Tenente; seguiram no dia 6, na Frísia, em Ponta Grossa; e, no dia 7, na Agrária, em Guarapuava.

Segundo o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, a proposta é validar o desempenho do equipamento em um ambiente real, utilizando amostras comerciais de soja.

“As avaliações estão sendo conduzidas com cargas de soja em fase de expedição para o Terminal Portuário de Paranaguá, permitindo verificar o desempenho do equipamento em condições reais de operação. A iniciativa busca reduzir a subjetividade nos processos de classificação, aumentar a confiabilidade das análises e subsidiar, no futuro, a modernização do processo de classificação da soja.”

Para Ana Paula Kowalski, coordenadora técnica da Faep, o projeto reforça o protagonismo do Paraná como referência em inovação e qualidade na produção de grãos.

“Desde o início dos testes, a Faep tem sido parceira da CNA nessa iniciativa, que representa um avanço importante rumo a uma classificação mais objetiva e moderna. O Paraná foi escolhido por sua relevância na produção e pela forte integração entre cooperativas e produtores, o que cria um ambiente ideal para a validação da tecnologia”, ressaltou.

A iniciativa tem como objetivo reduzir a subjetividade na classificação de grãos e validar tecnologias que tragam mais precisão ao processo.

O equipamento testado é baseado em tecnologia de infravermelho (NIR) e foi previamente treinado com amostras classificadas manualmente pelo consultor da CNA, Mauro Cezar Barbosa, especialista em qualidade de grãos.

“O sistema aprende a reconhecer os parâmetros que definem os diferentes tipos e defeitos da soja. Nosso papel é garantir que essa calibração seja feita com base em amostras representativas, para que a ferramenta reflita o padrão definido pelo Mapa, utilizado pelos produtores e compradores”, explicou Mauro.

O projeto conta com o apoio do HUB CNA de Inovação, que coordena a parceria com empresas de tecnologia e acompanha soluções voltadas ao produtor rural.

“O propósito do HUB é justamente aproximar inovação e campo. Testes como este permitem identificar tecnologias que agregam valor e transparência à cadeia produtiva, fortalecendo a competitividade do agro brasileiro”, afirmou Danielle Leonel, gerente de inovação do HUB CNA.

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