A China suspendeu as importações de carne bovina e derivados de uma unidade do grupo Frigosul localizada em Várzea Grande (MT). A decisão foi tomada pela Administração Geral das Alfândegas da China, que desabilitou o frigorífico Pantaneira Indústria e Comércio de Carnes e Derivados Ltda. (SIF 1206) para exportações ao país asiático.
A suspensão entrou em vigor na última segunda-feira (13) e foi registrada tanto no sistema chinês de controle de importadores quanto no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIF), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
De acordo com comunicado enviado ao governo brasileiro, a medida foi motivada pela detecção de acetato de medroxiprogesterona substância de uso veterinário proibida na China em um lote de carne bovina congelada desossada exportado pela unidade.
A notificação foi encaminhada pela adidância agrícola brasileira em Pequim ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), responsável pela fiscalização sanitária no Brasil. Até a publicação original da informação, nem a empresa nem o ministério haviam se manifestado oficialmente.

Suspensão é preventiva, diz setor
Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes afirmou que a suspensão tem caráter temporário e preventivo, com o objetivo de garantir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção de medidas corretivas.
Segundo a entidade, a carga envolvida no caso foi descartada conforme determinação das autoridades chinesas e em linha com os protocolos sanitários internacionais.
A associação destacou ainda que o Brasil mantém um sistema de controle sanitário rigoroso, com monitoramento contínuo ao longo da cadeia produtiva e atuação do Serviço de Inspeção Federal.
Apesar da suspensão da unidade em Mato Grosso, a Abiec ressaltou que os demais frigoríficos brasileiros habilitados seguem operando normalmente, assegurando a continuidade das exportações de carne bovina para o mercado chinês.
O caso segue em tratativas técnicas entre autoridades brasileiras e chinesas, com expectativa de normalização após a adoção das medidas exigidas.
Fonte: Broadcast, adaptado pela equipe da Feed&Food
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