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China apresenta baixa na importação de carnes

China apresenta baixa na importação de carnes. Presença de Covid-19 nas embalagens pode estar entre motivadores da baixa

Foto: reprodução
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Presença de Covid-19 nas embalagens pode estar entre motivadores da baixa

A China apresentou uma retração na importação de carne. Dentre as motivações para tal movimento está a queda dos preços domésticos da carne suína e o aumento da preocupação dos consumidores com a presença do novo coronavírus em embalagens de alimentos que chegam de outros países.

Nos primeiros dez meses de 2020, as importações de carne pela China foram avaliadas em US$ 25,4 bilhões, um aumento de 75% em relação ao ano anterior, um dos pontos positivos globais para uma indústria que viu a demanda cair devido ao fechamento de restaurantes em todo o mundo. O crescimento desacelerou recentemente e os volumes de importação de outubro voltaram aos níveis de fevereiro, de acordo com dados da Administração Geral das Alfândegas da China.

Queda no consumo.  Desde junho, quando o vírus surgiu em um mercado de frutos do mar, carnes e vegetais em Pequim, as autoridades chinesas identificaram as importações de alimentos refrigerados e congelados como potenciais portadores do coronavírus, sobretudo em embalagens.

Oscilação de mercado. O país enfrenta um surto de peste suína africana há mais de dois anos, perdendo somente  em 2019 aproximadamente 40% do seu rebanho.  A queda fez com que os preços da carne suína dobrassem. Neste ano, os preços ficaram voláteis, mas a curva é descendente. Os preços no atacado caíram 18% desde o início de setembro, para o equivalente a US$ 2,75 a libra, de acordo com a Wind, uma fornecedora chinesa de dados financeiros. A carne suína agora custa um pouco menos do que há um ano.

A população de suínos da China atualmente é de 370 milhões, ante cerca de 430 milhões antes da detecção da peste suína africana no país, em agosto de 2018. O país é o maior produtor e consumidor mundial de carne suína, e aumentou as importações de carne – incluindo bovina e ovina – para ajudar a cobrir o déficit interno.

Movimento de recuperação. Apesar de surtos de peste suína ainda estarem ocorrendo,  o país já adicionou 60 milhões de porcos desde o início de 2020 para repovoar seu rebanho, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas da China. Alguns animais foram trazidos da Europa para aumentar as varas de suínos, novas fazendas foram construídas e grandes operações comerciais estão ampliando a produção.

 Os preços da carne suína devem continuar caindo no próximo ano, disse Feng Yonghui, analista-chefe do portal da indústria de suínos Soozhu.com, à medida que o esforço de reconstrução continua e os produtores enviam mais porcos para o abate.

Fonte: Valor Econômico, adaptado pela equipe feed&food.

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