Abre em uma nova aba
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78▼
Bezerro SPR$ 3.182,01▼
Boi GordoR$ 338,65▼
Soja PRR$ 127,64▲
Soja PortoR$ 133,87▲
MilhoR$ 63,45▼
Suíno Carc.R$ 8,60▲
Suíno PRR$ 4,66▼
Suíno SCR$ 5,00▲
Suíno SPR$ 5,27▼
Bezerro MSR$ 3.390,78▼
Bezerro SPR$ 3.182,01▼
Boi GordoR$ 338,65▼
Soja PRR$ 127,64▲
Soja PortoR$ 133,87▲
MilhoR$ 63,45▼
Suíno Carc.R$ 8,60▲
Suíno PRR$ 4,66▼
Suíno SCR$ 5,00▲
Suíno SPR$ 5,27▼

China amplia acesso a miúdos suínos do Brasil; setor projeta mais de US$ 100 milhões por ano

Protocolo sanitário permite novos produtos no mercado chinês e pode viabilizar embarques superiores a 100 mil toneladas anuais

Brasil e China assinaram, em 26 de setembro, um protocolo sanitário que amplia a lista de produtos suínos brasileiros autorizados a entrar no mercado chinês. O acordo foi formalizado em Brasília pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o novo acesso pode permitir a comercialização de mais de 100 mil toneladas de miúdos suínos por ano, com potencial de gerar receita adicional superior a US$ 100 milhões para o setor.

Lista de produtos é ampliada

Até então, o Brasil podia exportar itens como pés, orelhas, rabo, língua, focinho e máscara suína. O novo protocolo amplia o acesso para produtos como fígado, coração, rins, estômago, diafragma, pele, cartilagem, ossos, gordura e músculo suíno congelado, com ou sem osso.

Suinocultura brasileira ganha novo espaço no mercado chinês com a ampliação da lista de miúdos autorizados para exportação. Crédito: Reprodução

As negociações envolveram requisitos sanitários, regras de certificação e condições para os estabelecimentos interessados em exportar. Empresas já habilitadas poderão solicitar ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a ampliação do escopo de seus registros para incluir os novos produtos.

Auditoria antecedeu assinatura

A formalização ocorreu após uma auditoria chinesa iniciada em 20 de setembro. Inspetores visitaram fazendas, unidades industriais, abatedouros e laboratórios oficiais em seis estados brasileiros, com avaliações relacionadas às cadeias de bovinos, suínos e aves.

O avanço também ocorre após o Brasil receber, em maio de 2025, o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação.

A China já possui histórico relevante no comércio de carne suína brasileira. Entre 2013 e 2024, o Brasil exportou 2,7 milhões de toneladas do produto ao país asiático. Em agosto de 2026, os chineses compraram 15,17 mil toneladas, alta de 45,9% sobre o mesmo mês de 2025.

Você está em
Texto 100%