Brasil e China assinaram, em 26 de setembro, um protocolo sanitário que amplia a lista de produtos suínos brasileiros autorizados a entrar no mercado chinês. O acordo foi formalizado em Brasília pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.
Segundo estimativa da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o novo acesso pode permitir a comercialização de mais de 100 mil toneladas de miúdos suínos por ano, com potencial de gerar receita adicional superior a US$ 100 milhões para o setor.
Lista de produtos é ampliada
Até então, o Brasil podia exportar itens como pés, orelhas, rabo, língua, focinho e máscara suína. O novo protocolo amplia o acesso para produtos como fígado, coração, rins, estômago, diafragma, pele, cartilagem, ossos, gordura e músculo suíno congelado, com ou sem osso.

As negociações envolveram requisitos sanitários, regras de certificação e condições para os estabelecimentos interessados em exportar. Empresas já habilitadas poderão solicitar ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) a ampliação do escopo de seus registros para incluir os novos produtos.
Auditoria antecedeu assinatura
A formalização ocorreu após uma auditoria chinesa iniciada em 20 de setembro. Inspetores visitaram fazendas, unidades industriais, abatedouros e laboratórios oficiais em seis estados brasileiros, com avaliações relacionadas às cadeias de bovinos, suínos e aves.
O avanço também ocorre após o Brasil receber, em maio de 2025, o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país livre de febre aftosa sem vacinação.
A China já possui histórico relevante no comércio de carne suína brasileira. Entre 2013 e 2024, o Brasil exportou 2,7 milhões de toneladas do produto ao país asiático. Em agosto de 2026, os chineses compraram 15,17 mil toneladas, alta de 45,9% sobre o mesmo mês de 2025.



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