O Chile autosuspendeu a certificação de exportações de produtos avícolas após a confirmação de um caso de influenza aviária em um plantel comercial de aves de postura. A informação foi divulgada em 25 de março pelo SAG (Servicio Agrícola y Ganadero), que identificou o foco na comuna de Talagante, na região Metropolitana.
Com a detecção em produção industrial e não apenas em aves silvestres ou de subsistência, o país ativou protocolos sanitários para contenção e erradicação da doença, além de notificar oficialmente a Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA), conforme as normas internacionais.
Foco comercial eleva impacto sanitário e comercial
Até então, os registros da doença no Chile estavam restritos a aves silvestres e de fundo de quintal, com ocorrências em regiões como Valparaíso, O’Higgins, Maule, La Araucanía e Magallanes. A chegada do vírus a um sistema produtivo comercial eleva o nível de alerta, pois passa a afetar diretamente o fluxo de exportações do setor.
Diante desse cenário, o SAG informou que iniciará articulações com mercados estratégicos para tentar restabelecer as exportações no menor prazo possível. Países com acordos de zonificação sanitária, como Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia e Reino Unido, devem ser priorizados nas negociações.
Estratégia busca reabertura rápida de mercados
Além da coordenação com parceiros comerciais, o Chile também deve tratar individualmente a situação com outros destinos de exportação. O objetivo é reduzir os impactos econômicos e acelerar o processo de reabertura dos embarques avícolas.
A medida ocorre em um momento sensível para o setor, que vinha retomando mercados após crises sanitárias anteriores. A autosuspensão, embora preventiva, interrompe temporariamente esse movimento de recuperação.

Abastecimento interno segue garantido
Apesar das restrições comerciais, o SAG destacou que o abastecimento interno de carne de frango e ovos está assegurado. O órgão também reforçou que o consumo desses produtos não representa risco à saúde pública.
Biosseguridade e notificação são prioridades
O órgão chileno reforçou o alerta para que produtores intensifiquem as medidas de biosseguridade, mantendo as aves em ambientes fechados e protegidos, sem contato com aves silvestres. Também é recomendada a proteção adequada de água e alimento para evitar contaminação.
A notificação rápida de casos suspeitos é considerada essencial para conter a disseminação da doença. Entre os sinais de alerta estão descoordenação, plumagem eriçada, coloração azulada em crista e patas, além de mortalidade incomum.
Resposta coordenada envolve diferentes órgãos
Desde o primeiro registro da doença em aves silvestres, no início de março, o Chile vem atuando de forma coordenada por meio de uma mesa técnica liderada por órgãos de gestão de emergências, com participação de entidades sanitárias e ambientais.
O objetivo é monitorar a evolução do surto e adotar medidas rápidas para proteger a produção avícola e minimizar impactos econômicos e sanitários.
Fonte: SAG, adaptado pela equipe Feed&Food
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