Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
A confirmação de casos de influenza aviária no Brasil voltou a pressionar o mercado de proteínas animais nesta segunda quinzena de maio, segundo dados do Cepea. As cadeias de frango e bovinos sentiram os efeitos imediatos da notícia, com retração nos preços, enquanto o setor de ovos acumula quedas significativas nas últimas semanas. Já os suínos registram desempenho levemente positivo, com oscilações contidas.
No mercado de frango, o receio de impactos comerciais relacionados à influenza aviária levou à retração na demanda por parte de compradores, o que, aliado à oferta firme, pressionou as cotações para baixo. A situação acendeu um alerta entre produtores e indústrias, que acompanham atentamente a movimentação do mercado interno e possíveis desdobramentos nas exportações.
Para o boi gordo, o cenário também é de cautela. O Cepea aponta que, embora a influenza afete diretamente apenas a avicultura, o setor pecuário sentiu os reflexos do temor generalizado. A redução nos preços do boi foi, inclusive, mais intensa do que a observada para o frango, evidenciando uma retração generalizada da demanda por proteínas de origem animal no curto prazo.

Já o setor de ovos enfrenta um período de forte desvalorização. Em maio, as médias mensais caíram mais de 10%, alcançando os menores patamares desde janeiro deste ano. O recuo se deve à demanda enfraquecida e ao excesso de produto no mercado, o que tem pressionado produtores e pode levar a ajustes na produção.
No sentido oposto, os suínos apresentaram pequenas variações positivas ao longo do mês. O Cepea indica que os preços têm avançado de forma gradual, sustentados por uma demanda interna relativamente estável e pela menor oferta de animais prontos para abate.
A confirmação dos casos de influenza aviária reconfigura o panorama para as proteínas animais no Brasil e acende um sinal de alerta para toda a cadeia produtiva. O setor monitora de perto os desdobramentos sanitários e seus impactos sobre o consumo e o comércio exterior.
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