Os Estados Unidos mudaram oficialmente suas diretrizes de alimentação e passaram a recomendar maior consumo de proteínas animais, incluindo a carne bovina, por meio do documento “Dietary Guidelines for Americans 2025-2030”. A revisão desloca o eixo das recomendações da pirâmide nutricional, reduzindo o protagonismo histórico dos carboidratos refinados e dos alimentos ultraprocessados e recolocando alimentos de alta densidade nutricional no centro da política de saúde pública. Como maior referência global nesse campo, a decisão tende a influenciar padrões de consumo e mercados internacionais, abrindo espaço para países produtores de proteína animal, como o Brasil. É um movimento que merece atenção e reconhece o que já defendemos há muito tempo: a carne é um alimento essencial para as pessoas.
O novo direcionamento reconhece que alimentos integrais, especialmente os de origem animal, exercem papel central no funcionamento metabólico humano. Carnes (assim como ovos, pescado e laticínios integrais) passam a ser tratadas como fontes estruturais de nutrientes essenciais, deixando de ocupar posição secundária nas recomendações norte-americanas.
Nesse contexto, a carne vermelha é reposicionada como alimento completo, capaz de oferecer proteína de alto valor biológico, minerais biodisponíveis e vitaminas fundamentais para saciedade, manutenção da massa muscular e equilíbrio metabólico ao longo da vida.
Esse reposicionamento vem acompanhado de uma sinalização política explícita. Robert F. Kennedy, Jr., secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, e Brooke L. Rollins, secretária do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, afirmando dizem que, “associada a uma redução drástica de alimentos ultraprocessados, carregados de carboidratos refinados, açúcares adicionados, excesso de sódio, gorduras prejudiciais e aditivos químicos, essa abordagem pode mudar a trajetória da saúde de milhões de americanos”. Ainda na apresentação do relatório, eles destacaram que “estamos realinhando nosso sistema alimentar para apoiar agricultores, pecuaristas e empresas americanas que cultivam e produzem comida de verdade”.
Leia a matéria completa na edição 226 da revista Feed&Food

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