Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
A carne suína perdeu competitividade frente às proteínas bovina e de frango ao longo de maio de 2025, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA/Esalq-USP). Apesar de a carcaça especial suína ter registrado preço médio de R$ 12,80/kg na Grande São Paulo, alta de 2,9% em relação a abril, a valorização foi mais intensa que a do frango e contrastou com a queda observada na carne bovina. O frango inteiro resfriado teve média de R$ 8,78/kg, aumento de apenas 0,7% no período, enquanto a carcaça bovina casada recuou 3,6%, para R$ 22,12/kg. Esse movimento ampliou a diferença de preços entre carne suína e frango para R$ 4,03/kg, alta de 8,2%, ao mesmo tempo em que reduziu a distância em relação à bovina para R$ 9,31/kg, queda de 11,3%.

A menor competitividade da carne suína ocorre em um cenário de demanda enfraquecida, especialmente no fim do mês, quando o consumo costuma desacelerar. O preço do suíno vivo recuou em importantes praças produtoras, como a região da SP-5 (-2,1%, para R$ 8,43/kg), o Sul do País (-3,6%, para R$ 7,91/kg) e Minas Gerais (-4,7%, para R$ 8,14/kg). Mesmo com ajustes para baixo nos cortes suínos no atacado, as médias de maio ainda ficaram acima das registradas em abril.
Segundo pesquisadores do CEPEA, o mercado spot de suíno vivo tem se mostrado mais especulativo, reflexo também das incertezas sanitárias ligadas à influenza aviária no Brasil. Esse fator adiciona cautela às negociações e limita reajustes de preços, já que o poder de compra da população continua pressionado. Assim, mesmo com início de mês favorável, a carne suína encerra maio com menor atratividade no mercado doméstico diante das concorrentes.
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