Com a publicação dos requisitos zoosanitários para a importação da carne bovina brasileira na noite da última segunda-feira (06) pelo governo mexicano, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) concluiu a negociação iniciada há mais de 12 anos para a comercialização do produto entre os países.
Ao todo, são 34 plantas frigoríficas habilitadas. A carne bovina proveniente de Santa Catarina, que conta com o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) de zona livre de febre aftosa e também a carne maturada e desossada de outros 14 Estados brasileiros, poderão ser embarcadas ao país.
“É um momento histórico para as relações comerciais brasileiras”, detalha o ministro do MAPA, Carlos Fávaro, acrescentando: “O Brasil mostra a potência e a grandiosidade da sua pecuária e a expansão de mercados está se tornando uma grande oportunidade para a retomada do crescimento desta atividade econômica”.
Somente em 2023, foram habilitadas plantas frigoríficas aos embarques para a Indonésia e derrubadas as suspensões de mais três frigoríficos para a comercialização aos chineses. No mês passado, o México já havia ampliado a abertura do mercado para a carne suína brasileira.
BALANÇO DA CARNE BOVINA EM FEVEREIRO
As exportações totais de carne bovina em fevereiro (somando todas as carnes in natura e processadas), atingiram US$ 695,2 milhões e 152,28 mil toneladas, o que significou uma queda de 29% nas divisas e de 16% em volume, em relação a fevereiro de 2022, de US$ 974,3 milhões e 181.727 toneladas, respectivamente.
A queda, no entanto, reflete apenas parcialmente a suspensão das exportações para a China, cujos resultados poderão ser mais visíveis no mês de março. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Governo Federal.
Como em janeiro deste ano a receita da exportação havia crescido 7% e o volume 17%, no acumulado do ano o faturamento atingiu US$ 1,546 bilhão enquanto que a movimentação ficou em 336.102 toneladas.
Na comparação com os dois primeiros meses de 2022, com seus US$ 1,772 bilhão e 339.188 toneladas, respectivamente, o resultado até aqui é diminuição de 13% na receita e de 1% no volume.
Fonte: MAPA e Abrafrigo, adaptado pela equipe Feed&Food.
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