O estresse térmico é, hoje, um dos maiores desafios fisiológicos e produtivos nas granjas avícolas brasileiras. À medida que as temperaturas elevadas se tornam mais frequentes e intensas, os prejuízos causados sobre o metabolismo proteico e o desempenho produtivo ganham relevância e exigem respostas nutricionais cada vez mais precisas. Segundo o professor Lúcio Francelino Araújo, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP (FZEA/USP), “o calor afeta a ave em múltiplas frentes, reduzindo a síntese proteica, acelerando a proteólise, prejudicando a digestão e a absorção de aminoácidos e aumentando as exigências de manutenção”.
O impacto é direto sobre o desempenho: queda no ganho de peso, redução na produção de ovos, pior conversão alimentar e menor viabilidade. Todos esses fatores somados reduzem a lucratividade e aumentam o risco de perdas econômicas em sistemas intensivos.
Uma das estratégias mais eficazes para mitigar os efeitos do calor é o ajuste do perfil de aminoácidos essenciais na ração. “Aumentar a densidade aminoacídica e trabalhar com proteína bruta mais baixa, suplementada com aminoácidos sintéticos, ajuda a compensar o menor consumo, reduz o calor metabólico e mantém a síntese proteica em níveis adequados”, explica.
Leia a matéria completa na edição nº 224 da revista Feed&Food.

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