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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
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Suíno Carc.R$ 8,50=
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Câmbio volta ao centro das decisões do produtor de soja e milho em 2026

Dólar mais baixo, juros elevados e paridade pressionada exigem postura comercial mais cautelosa e gestão de risco no campo.

O início de 2026 recoloca o câmbio como fator determinante nas decisões comerciais do produtor rural. Com o dólar próximo de R$ 5,20, o real mais valorizado influencia diretamente a formação de preços da soja e do milho, além de impactar custos de insumos e a rentabilidade das lavouras.

A combinação de juros elevados no Brasil, inflação sob controle e maior previsibilidade da política monetária tem atraído capital estrangeiro e sustentado a moeda brasileira. Esse cenário, embora positivo para a economia, cria desafios para produtores que dependem das exportações.

Segundo a analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, Isabella Pliego, o real mais forte reduz o valor recebido em reais por cada dólar exportado. Mesmo com as cotações internacionais relativamente estáveis, o efeito cambial limita os ganhos e pressiona a margem do produtor, principalmente na soja.

Comparativo internacional do milho FOB em 2026, preços no Brasil, Argentina e EUA refletem impacto do câmbio, da paridade de exportação e da dinâmica global de oferta e demanda. Crédito: Divulgação

A paridade de exportação da oleaginosa permanece em níveis baixos, entre R$ 95 e R$ 100 por saca em regiões relevantes, resultado da combinação entre preços em Chicago próximos de US$ 11 por bushel, prêmios reduzidos e câmbio menos favorável.

A pressão sobre a renda se intensifica diante do aumento dos custos de produção, que subiram entre 7% e 10% em relação à safra anterior. Ao mesmo tempo, os preços atuais estão cerca de 10% abaixo dos registrados no mesmo período do ano passado, reduzindo a capacidade de absorção de riscos.

Nesse ambiente, a estratégia comercial tende a ser mais defensiva. A orientação é combinar vendas parciais, escalonadas e o uso de instrumentos de proteção de preço e câmbio para preservar caixa e flexibilidade ao longo do ciclo.

Diferença entre Selic e juros dos EUA influencia fluxo de capital e reforça o câmbio como variável estratégica nas decisões comerciais do produtor rural. Crédito: Divulgação

No caso do milho, a dinâmica é distinta. O crescimento do consumo interno, impulsionado pelas cadeias de proteína animal e pelo etanol de milho, mantém os preços domésticos frequentemente acima da paridade de exportação, reduzindo a dependência direta do câmbio.

O risco maior para o cereal aparece em cenários de safra volumosa, quando a oferta supera a demanda interna e pressiona as cotações. Ainda assim, o mercado doméstico segue como principal fator de sustentação.

Para o primeiro semestre, a colheita amplia a oferta e tende a pressionar preços. Já no segundo semestre, a retomada do protagonismo das exportações e a influência do clima nos Estados Unidos podem abrir novas oportunidades comerciais.

O cenário reforça a importância da leitura de ciclo e da gestão de risco. A recomendação é equilibrar liquidez e flexibilidade, garantindo parte das vendas para sustentar o caixa e mantendo volumes disponíveis para aproveitar movimentos favoráveis do mercado ao longo do ano.

Fonte: Biond Agro, adaptado pela equipe Feed&Food

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