O Brasil alcançou, em 2025, um marco histórico no setor pecuário ao se tornar o maior produtor de carne bovina do mundo, superando os Estados Unidos. Os dados são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e confirmam a virada brasileira após décadas de liderança norte-americana na produção global da proteína.
De acordo com as estimativas oficiais, a produção brasileira de carne bovina deve atingir 12,35 milhões de toneladas em 2025, enquanto os Estados Unidos ficam com 11,81 milhões de toneladas. É a primeira vez, desde o início da série histórica do USDA, nos anos 1960, que os EUA deixam o topo do ranking mundial de produção.
O avanço brasileiro ocorre em um contexto de ganhos expressivos de produtividade, mais do que pela ampliação do rebanho. Segundo dados citados pelo USDA e pela consultoria AthenaAgro, o rendimento de carcaça bateu recorde, o peso médio do macho abatido chegou a 303 kg e a produção mensal superou 1 milhão de toneladas ao longo de 2025.

Esses fatores indicam uma mudança estrutural na pecuária nacional, com maior eficiência por animal e melhor aproveitamento produtivo. A combinação de genética, manejo, nutrição e sanidade tem permitido elevar a produção sem expansão proporcional da área, reforçando a competitividade do país.
Além de liderar a produção, o Brasil já ocupa há anos a primeira posição nas exportações globais de carne bovina, o que amplia ainda mais seu peso no abastecimento internacional. Em um cenário de ajuste da produção mundial e previsão de retração das exportações globais, escala produtiva e eficiência passam a ser diferenciais decisivos.
Para 2026, as projeções indicam um cenário de maior equilíbrio entre Brasil e Estados Unidos, com ambos estimados em 11,7 milhões de toneladas. Ainda assim, o Brasil mantém posição estratégica, sustentado por competitividade, sanidade reconhecida e capacidade de atender mercados exigentes.
O novo patamar alcançado pela pecuária brasileira reforça o papel do país como protagonista global no mercado de proteínas animais, consolidando uma trajetória baseada em produtividade, eficiência e inserção internacional.
Fonte: USDA, adaptado pela equipe Feed&Food
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