Em visita oficial ao Brasil, o presidente do Chile, Gabriel Boric, assinou ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um pacote de 13 acordos bilaterais em diversas áreas estratégicas, entre eles, um acordo de cooperação entre os Ministérios da Agricultura dos dois países. O foco é a implementação da certificação eletrônica para o comércio de produtos de origem animal, com a adoção do sistema e-CERT Veterinário. A medida marca um avanço rumo à digitalização dos processos sanitários e à modernização do comércio agropecuário bilateral.
O objetivo do acordo é estabelecer os princípios para o intercâmbio eletrônico de dados sanitários, facilitar os trâmites de desembaraço aduaneiro e garantir uma transição segura para a nova modalidade digital. A certificação eletrônica será baseada em normas internacionais como a UN/CEFACT, utilizando padrões como XML (Extensible Markup Language)e protocolos como SOAP (Simple Object Access Protocol). A troca de dados poderá ocorrer diretamente entre os Ministérios ou por meio de um centro terceirizado, a depender do acordo mútuo.

Na cerimônia de assinatura, o secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda, destacou os impactos positivos do acordo para o comércio e a segurança alimentar: “Esse acordo estabelece princípios e mecanismos concretos para a transição segura e eficiente dos sistemas de certificação sanitária. Trata-se de um passo firme rumo à transformação digital no comércio internacional, refletindo o compromisso de nossos países com a inovação, a transparência e a segurança alimentar. Esta parceria contribui para fortalecer o posicionamento do Mercosul em temas estratégicos como a produção e exportação de proteína de origem animal”.
A relação comercial entre Brasil e Chile é marcada por dinamismo e crescente integração. De janeiro a março de 2025, o intercâmbio entre os países movimentou cerca de US$ 2,7 bilhões, com superávit de US$ 350 milhões para o Brasil. O país exporta principalmente petróleo, carnes, automóveis e tratores ao Chile, enquanto importa salmão, vinhos e derivados de cobre. O acordo sobre certificação eletrônica tende a tornar esse fluxo ainda mais eficiente e confiável.
FONTE: MAPA, adaptado pela Equipe FeedFood
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