No Dia Mundial do Solo, celebrado nesta sexta-feira (5), o Brasil destaca avanços em políticas públicas voltadas à revitalização, ao manejo sustentável e ao conhecimento detalhado dos solos do país. Instituída pela FAO, a data reforça a importância estratégica do solo para segurança alimentar, planejamento territorial e sustentabilidade urbana. Em 2025, o tema global — “Solos saudáveis para cidades saudáveis” — dialoga diretamente com os esforços conduzidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estruturou três programas centrais: Solo Vivo, PronaSolos e Caminho Verde Brasil.
Segundo o Mapa, investir na saúde do solo representa ampliar a capacidade produtiva, garantir disponibilidade hídrica e fortalecer a resiliência de cidades e áreas rurais. O ministro Carlos Fávaro destacou que a recuperação de áreas degradadas e o aprofundamento do conhecimento sobre os tipos de solo brasileiros são bases para a construção de um país mais sustentável. O alerta da FAO reforça essa urgência: 33% dos solos do planeta estão degradados e 95% dos alimentos têm o solo como origem direta, enquanto a baixa fertilidade afeta a ingestão adequada de micronutrientes para bilhões de pessoas.
Entre as iniciativas em curso, o Solo Vivo atua na recuperação de áreas degradadas, com suporte técnico para manejo e correção de solo destinado principalmente à agricultura familiar. Já o PronaSolos avança no mapeamento sistemático do território brasileiro, reunindo informações detalhadas para orientar o uso sustentável da terra. Hoje, menos de 5% do país possui mapas de solo em escalas detalhadas — cenário que o programa pretende reverter até 2048, com levantamentos de 1:25.000 a 1:100.000. Complementarmente, o Caminho Verde Brasil incentiva produtores a adotar práticas conservacionistas de recuperação e aumento da produtividade.

Com base em pesquisa, tecnologia e extensão rural, o conjunto de programas reflete uma estratégia integrada para fortalecer a sustentabilidade dos sistemas produtivos brasileiros. A agenda de solo saudável, segundo o Mapa, não apenas amplia a eficiência agrícola, mas também contribui para cidades mais equilibradas, maior segurança alimentar e desenvolvimento territorial de longo prazo.
Fonte: MAPA, adaptado pela equipe Feed&Food.
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