A Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo definiu o preço do suíno vivo em R$ 106,00/@ na negociação realizada em 23 de abril de 2026. O valor foi estabelecido dentro das chamadas “condições de bolsa”, que refletem o acordo entre produtores e frigoríficos no estado.
O indicador também aponta o preço do milho em R$ 66,34 por saca, insumo essencial para a alimentação animal e diretamente ligado ao custo de produção da suinocultura. A relação de troca entre suíno e milho ficou em 1:1,60, indicando que o produtor precisa de 1,6 arroba de suíno para adquirir uma saca do grão.
Relação de troca segue como termômetro do setor
A relação entre o preço do suíno e o custo do milho é um dos principais indicadores de rentabilidade para o produtor. Nesse cenário, o patamar observado sinaliza um equilíbrio relativo, sem grandes distorções entre receita e custo alimentar.
Apesar disso, o nível ainda exige atenção por parte dos suinocultores, especialmente em um contexto de pressão sobre margens e variações frequentes nos preços dos insumos.

Volume de negociação indica liquidez
Outro destaque da atualização foi o volume de comercialização. Ao todo, 20.680 suínos foram negociados na bolsa paulista, número que indica boa liquidez no mercado e manutenção do fluxo de negócios no estado.
Esse volume reforça a importância da bolsa como referência regional para formação de preços e acompanhamento da dinâmica do setor suinícola.
Referência em dólar acompanha câmbio
O valor do suíno vivo também foi apresentado em dólar, cotado a US$ 21,41/@, considerando um câmbio de R$ 4,95. A conversão permite acompanhar a competitividade do produto brasileiro frente ao mercado internacional, especialmente em momentos de maior participação das exportações.
A oscilação cambial segue como fator relevante, influenciando tanto a competitividade externa quanto o comportamento dos preços internos.
Cenário exige atenção à gestão de custos
Com o milho ainda em patamar relevante dentro da estrutura de custos, a gestão eficiente da alimentação segue como um dos principais desafios para o produtor. Estratégias nutricionais e planejamento de compras ganham peso na manutenção da rentabilidade.
O comportamento da demanda interna e o ritmo das exportações também continuam no radar, podendo influenciar os próximos movimentos do mercado.
Fonte: APCS, adaptado pela equipe Feed&Food
LEIA TAMBÉM
“A saúde animal é um elo fundamental para a produção de alimentos seguros”, aponta Emílio Salani
Suplementação mineral ganha peso estratégico na pecuária durante transição para período seco
Frigorífico Callegaro adere à certificação Angus e amplia atuação no mercado premium




